HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: DA AUSÊNCIA E PRESENÇA NEGRA

Palavras-chave: História da Educação. O Negro na Educação. Relação de Poder.

Resumo

Diante da necessidade em refletir sobre a história educacional no país, somos tomados pela importância em pensar o negro na educação. Nessa convergência, nos questionamos se é possível traçar caminhos para pensarmos a educação, ao longo dos tempos, refletindo sobre o local que por muito tempo foi dado aos negros? Isto posto, esta narrativa buscou problematizar a educação no Brasil, de modo a ressignificar os processos de exclusão.  Para tal feito, recorreu-se ao revisionismo bibliográfico, com uso da metodologia histórico-crítica, sobre a história da educação, desde a chegada dos jesuítas na América portuguesa e passando pelas principais tendências pedagógicas.

Biografia do Autor

Heverton Luis Barros Reis, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Doutorando em Educação (UFRN). Tendo como apoio financeiro CNPQ, bolsa CAPES. Mestre em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA). Licenciado em História (UNEB) e Pedagogia (UniFaveni).

Referências

BARROS, Surya A. Escravos, libertos, filhos de africanos livres, não livres, pretos, ingênuos: negros nas legislações educacionais do XIX. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 42, n. 3, p. 591-605, jul./set. 2016. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1517-9702201609141039. Acessado em: out. 2022
BARROS, Surya A. Pombo de. História da educação da população negra no Brasil: estado da arte (1989-2010). In: PINHEIRO, Antonio Carlos Ferreira; CURY, Cláudia Engler (Org.). Histórias da educação da Paraíba: rememorar e comemorar. João Pessoa: Edufpb, 2012.
BRASIL. Coleção Das Leis Do Império Do Brasil, 1854, Decreto Nº 1331 A – de 17 de Fevereiro de 1854.
BRASIL. Decreto n. 4.835, de 1º de dezembro de 1871. Aprova o regulamento para a matrícula especial dos escravos e dos filhos livres de mulher escrava. Coleção das leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, p. 708-721, 1871.
BRASIL. Lei 10.639/2003, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9. 394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília.
BRAUDEL, Fernand (1972). História e ciências sociais. Lisboa, Presença.
COSTA, F. de A. Lugar e significado da gestão pombalina na economia colonial do Grão-Pará. Nova Economia, [S. l.], v. 20, n. 1, 2011. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1060. Acesso em: 3 dez. 2022.
GRAMSCI, Antonio (1975). Quaderni del carcere. Torino, Einaudi. 4 vols. (Edizione critica dell’Istituto Gramsci a cura di Valentino Gerratana).
LEITE, Serafim, S. J. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro; Lisboa: Portugália, 1945a. t. 5. 637 p
MACIEL, Lizete Shizue Bomura; SHIGUNOV NETO, Alexandre. A educação brasileira no período pombalino: uma análise histórica das reformas pombalinas do ensino. Educação e pesquisa, v. 32, n. 3, p. 465-476, 2007.
MESQUIDA, Peri. Catequizadores de índios, educadores de colonos, Soldados de Cristo: formação de professores e ação pedagógica dos jesuítas no Brasil, de 1549 a 1759, à luz do Ratio Studiorum. Educar em Revista, n. 48, p. 235-249, 2013
NAGEL, Lizia Helena. A educação na colônia no discurso dos jesuítas: uma perspectiva retrógrada ou adequada aos novos tempos? Revista Educação em Questão. Natal, v. 36, n.22, p. 181-199, set./dez. 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 set. 2022.
PAIVA, José Maria de. Educação jesuítica no Brasil Colonial. In: LOPES, Eliane M. T.; FARIAS FILHO, Luciano M.; VEIGA, Cyntia G. (Org.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2011. p. 43-60
SAVIANI, Dermeval. As ideias pedagógicas do despotismo esclarecido (1759-1827). In História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2007. p. 77-114.
Publicado
2024-11-12