Chamada para dossiê Aspectos sociodialetais do Tocantins

2020-06-16

Preocupações com os aspectos que caracterizam o português brasileiro estiveram presentes em estudos realizados no início do século XX, sobretudo naqueles desenvolvidos por Amadeu Amaral (1875-1929), Antenor Nascentes (1886-1972) e Serafim da Silva Neto (1917-1960), possivelmente sob influência da Dialetologia, disciplina fundada na Europa no final do século anterior. Tais estudos antecederam a introdução da linguística nos cursos de Letras das universidades brasileiras e lançaram as bases para a pesquisa linguística no Brasil.

Em 2020, celebrou-se o centenário da publicação de O dialeto caipira, de Amaral, obra emblemática da linguística brasileira que pôs em evidência uma variedade do português que até então passava despercebida ao olhar do pesquisador interessado em estudos descritivos do português. Em 1922, a obra de Nascentes, O linguajar carioca, que lançou as bases para o estudo do português brasileiro com foco em características regionais, também chegará aos cem anos. Sucedendo essas e outras publicações de natureza dialetológica, Silva Neto publicou, em 1950, sua Introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil, obra pioneira que descreve o português brasileiro fazendo uso das teorias e dos métodos disponíveis na época.

Com a introdução da linguística no Brasil e o desenvolvimento de cursos de pós-graduação em linguística nas décadas finais do século XX, tornou-se possível o desenvolvimento de um grande número de pesquisas nas mais diversas regiões do país, evidenciando os diferentes aspectos do português falado no território nacional. No Tocantins, estudos dessa natureza são recentes, mas já fazem conhecer os diversos aspectos que caracterizam o português falado no estado.

Esta chamada da Revista Humanidades & Inovação visa reunir artigos resultantes de pesquisas realizadas por pesquisadores e estudantes de pós-graduação que coloquem em destaque os diferentes aspectos do português falado no estado do Tocantins, em suas faces semântica, lexical, fonológica, morfossintática, discursiva, pragmática.

 

Serão aceitos para avaliação: relatos de experiência (até 15 páginas), resenhas (até 10 páginas), entrevistas (até 25 páginas) e artigos (15 a 25 páginas). Os textos podem conter até 4 autores/as e recomenda-se que pelo menos um/a dos autores/as seja doutor/a.

O prazo final para envio do texto que comporá esta edição é dia 11 de julho de 2021.

 

Atenção:

1) O autor não teve nenhum texto  publicado na Revista Humanidades & Inovação nas duas últimas edições.

2) O artigo não tem mais de quatro autores.

3) O autor não tem mais de dois artigos publicados na mesma edição.

4) No ato da submissão, seguir as diretrizes para autores(as) disponíveis no link: https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/about/submissions e indicar ao editor que se refere a proposta do Dossiê: “Aspectos sociodialetais do Tocantins”.