INTERNET, INDÚSTRIA CULTURAL E O ENSINO DE HISTÓRIA

Résumé

Esse artigo tem como objetivo verificar se a internet, um meio de comunicação de massa, se enquadra como uma nova fase da Indústria Cultural. A investigação foi feita a partir da análise de vídeos da plataforma Youtube destinados à propagação de supostos saberes historiográficos, foi feito então uma identificação de características desse material com características da Indústria Cultural propostas por Adorno, Horkheimer, e Simpson. A partir da análise do material foi possível elencar as consequências para o ensino de História e para a formação de consciência histórica dos sujeitos. O referencial teórico e metodológico é a Teoria Crítica da Sociedade.

Références

ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1985.

ADORNO, Theodor W. Sobre Música Popular. In: COHN, Gabriel (Org.) Theodor W. Adorno. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Editora Ática, 1986. p. 115-146.

ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. Trad. Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

ADORNO, Theodor W. Indústria cultural e sociedade. Trad. Juba Elisabeth Levy. Seleção de textos Jorge Mattos Brito de Almeida. 5 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

ADORNO, Theodor W. Aspectos do novo radicalismo de direita. Trad. Felipe Catalani. São Paulo: Editora UNESP, 2020.

BERTONHA, João Fábio. A Direita radical Brasileira no século XX: do monarquismo e das ligas nacionalistas ao Fascismo e à ditadura militar (1889-2011). Studia historica. Historia contemporánea, n. 30, 2012, pp. 133-150.

BENAKOUCHE, Tamara. Redes técnicas/redes sociais: pré-história da Internet no Brasil. Revista USP, n. 35, p. 124-133, 1997.

BRANCHER, Nicole Rochele Cardoso. O Marketing 4.0 enquanto fator de sucesso para os pequenos empreendimentos do ramo artesanal. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas Empresas, v. 5, n. 02, p. 97-116, 2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

BRASIL. Pesquisa brasileira de mídia 2015: hábitos de consumo de mídia pela população brasileira. Brasília: Secom, 2015.

BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. De Gutenberg a internet. Madrid: Taurus, 2002.

BRUGNAGO, Fabrício e CHAIA, Vera. A nova polarização política nas eleições de 2014: radicalização ideológica da direita no mundo contemporâneo do Facebook. Aurora: revista de arte, mídia e política, São Paulo, v.7, n.21, p. 99-129, out.2014-jan.2015

CARVALHO, M. S. R. M. A trajetória da Internet no Brasil: do surgimento das redes de computadores à instituição dos mecanismos de governança. Unpublished Estudos de Ciência e Tecnologia no Brasil, Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2006.

CARVALHO, Bruno Leal Pastor de. O negacionismo do Holocausto na internet: o caso da “Metapédia – a enciclopédia alternativa”. Faces da História, Assis-SP, v.3, n°1, p. 5-23, jan.-jun., 2016.

CARVALHO, Eric Luís. Intimada por ‘doutrinação feminista’, professora de escola da rede pública da Bahia lamenta situação: ‘estou muito abalada’. G1 notícias, 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2021/11/19/intimada-por-doutrinacao-feminista-professora-de-escola-da-rede-publica-da-bahia-lamenta-situacao-estou-muito-abalada.ghtml. Acesso em: 09 set. 2022.

CASTELLS, Manuel. Internet y la sociedad red. La factoría, v. 14, n. 15, p. 1-13, 2001.

DALMONTE, Edson e Dibai, Priscilla. A direita radical ‘bolsonarista’: da aporofobia à defesa da memória de regimes de exceção, IdeAs [Online], 2019. Disponível em: http://journals.openedition.org/ideas/6895. DOI: https://doi.org/10.4000/ideas.6895.

DIBAI, Priscilla Cabral. A Ascensão do Radicalismo de Direita no Mundo: Novos Dilemas de um Velho Problema. Mediações, Londrina, v. 25, n. 3, p. 728-743, set-dez. 2020.

DORIGONI, G. M. L.; SILVA, J. C. Mídia e Educação: o uso das novas tecnologias no espaço escolar. Santa Catarina: UNIOESTE, 2008.

DUARTE, Rodrigo. Teoria crítica da indústria cultural. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

DUARTE, Rodrigo. Industria Cultural 2.0. Constelaciones. Revista de Teoría Crítica, n. 3, p. 90-117, 2011.

DUARTE, Maricelma Tavares. Redes Sociais Virtuais, Sociabilidade Juvenil: os sentidos atribuídos por um grupo de jovens do ensino médio da rede pública de educação de Porangatu. (Dissertação de mestrado), Pontifícia Universidade Católica, Programa de Pós-Graduação em Educação, Goiânia, 2016.

DUARTE, Gustavo Adolfo León; CÁZAREZ, Carlos René Contreras; CARRILLO, Diana Moreno. Probando modelos interdisciplinares inclusivos en la dependencia de Internet en Jóvenes. Nuevas variables asociadas. Revista Latina de Comunicación Social, n. 71, p. 616-631, 2016.

GOULART, Fabio. O ontem e o hoje da indústria cultural: do folhetim aos vlogs e redes sociais. Intuitivo, v. 7, n. 2, p. 104-121, 2014.

GRINBERG, Keila; ALMEIDA, Anita. Detetives do passado no mundo do futuro: divulgação científica, ensino de História e internet. Revista História Hoje, v. 1, no 1, p. 315-326, 2012.

JESUS, Adriano Miranda Vasconcellos de; CÉ, Otávia A. Produção audiovisual. Porto Alegre: SAGAH, 2019. E-book. Disponível em: https://bookplay.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595029996. Acesso em: 10 fev. 2023.

KAUFMAN, Dora; SANTAELLA, Lucia. O papel dos algoritmos de inteligência artificial nas redes sociais. Revista FAMECOS, Porto Alegre, v. 27, p. 1-10, jan. Dez. 2020.

LADEIRA, João Martins. Negócios de audiovisual na internet: uma comparação entre Netflix, Hulu e iTunes-AppleTV, 2005-2010. Revista Contracampo, n. 26, p. 146-162, 2013.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão. 1 ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1990.

LEMOS, Aline Dayany (et al.) Algoritmos e Programação. Anápolis: Unievangélica, 2018.
Publiée
2026-03-26