A PRÁTICA DA RETEXTUALIZAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: ORALIDADE E ESCRITA EM DIÁLOGO

Resumen

Pautado nos eixos da leitura, da oralidade e da escrita nos quais o ensino de Língua Portuguesa está calcado, o presente artigo visa a discutir a prática da retextualização como uma atividade que oportuniza aos alunos o uso e reflexão de práticas discursivas tanto orais como escritas, possibilitando a compreensão das intrínsecas relações entre essas duas modalidades da língua. O estudo permitiu-nos defender tal prática como um processo contínuo de leitura e reescrita de textos, proporcionando, assim, a apropriação de práticas de linguagem relevantes nos contextos letrados contemporâneos, tendo como foco principal a formação de leitores e produtores críticos de textos para o pleno exercício da cidadania nas várias situações sociais de uso da língua(gem).

Biografía del autor/a

Daniela Regina Evangelista dos Santos, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

Graduada e Mestre em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Professora de Língua Portuguesa da Educação Básica da Secretaria de Educação do Município de Itajuípe – BA. Membro do Grupo de Pesquisa LINDES: Linguagens, Discurso e Sociedade (IFBA/CNPq).

Urbano Cavalcante Filho, Universidade de São Paulo (USP)

Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), com Pós-Doutorados pela USP e pela Université Sorbonne Nouvelle (Paris III). Mestre em Letras, Mestre em Cultura e Turismo, Especialista em Leitura e Produção de Texto e Licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Atualmente, é Professor/Pesquisador do Instituto Federal da Bahia (IFBA Campus Ilhéus) e Orientador de Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagens e Representações da UESC. Líder do Grupo de Pesquisa LINDES: Linguagens, Discurso e Sociedade (IFBA/CNPq) e Pesquisador do Diálogo e Linguagens, Discurso e Ensino (USP/CNPq)

Citas

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: -------. Estética da Criação Verbal. Introdução e tradução do russo Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011. p. 261-306.

BAKHTIN, Mikhail. O discurso no romance. In: ------. Questões de literatura e estética: a teoria do romance. São Paulo: Editora Unesp, 1998. p. 71-210.

BAZERMAN, Charles. Gêneros textuais, tipificação e interação. São Paulo: Cortez, 2005.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Língua Portuguesa. 2017. Disponibilidade em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental - língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CAFIERO, Delaine. Leitura como processo: caderno do professor. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. São Paulo: Scipione, 1989.

CONCEIÇÃO, Janaína V da. O ensino de gêneros orais e públicos: o que o teatro tem a ver com isso? (Monografia). Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Porto Alegre, 2011.

COSTA VAL, Maria Graças. Texto, textualidade e textualização. In: CECCANTINI, J.L.T.; PEREIRA, R.F.; ZANCHETTA JR, J. (Orgs.). Pedagogia Cidadã: cadernos de formação. Língua Portuguesa. São Paulo: Unesp, v.1., 2004.

COSTA VAL, Maria Graças. O desenvolvimento do conhecimento linguístico-discursivo: o que se aprende a escrever? Veredas - Revista de Estudos Linguísticos, Juiz de Fora, Universidade Federal de Juiz de Fora, v.5, n.1, p.83-104, jan./jun.,2011.

DELL’ISOLA, Regina Lúcia Péret. Retextualização de gêneros escritos. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.

GRAZIOLI, Fabiano T.; COENGA, Rosemar E. Literatura Infanto Juvenil e leitura: novas dimensões e configurações. Erechim: Habilis, 2014.

KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 12. ed. Campinas: Pontes, 2009.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2010.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Concepção de língua falada nos manuais de português de 1 e 2 graus: Uma visão crítica. Trabalho de Linguística Aplicada, Campinas, v. 30, p. 39-79, 1997.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. Recife: Departamento de Letras, UFPE, 2008.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1982.

MATÊNCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Atividades de re(textualização) em práticas acadêmicas: um estudo do resumo. Scripta. Belo Horizonte, v. 6, n. 11, p. 109-122, jan/jun, 2002.

NEUBAUER FILHO, Airton; NOVAES, Flávio de. Leitura e a escrita como forma de desenvolvimento. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2009, Londrina - PR. Anais... Londrina: PUCPR, 2009. p. 8101- 8111. Disponibilidade em: < http://zip.net/bstrxz > Acesso em: 15 set. 2021.

PULLIN, Elsa M.; MOREIRA, Lucinéia de S. G. Prescrição de leitura na escola e formação de leitores. Revista Ciências & Cognição, 2008.Vol. 13 (3), p. 231-242. Disponibilidade em: http://www.cienciasecognicao.org/pdf/v13_3/m318315.pdf Acesso em 15 set. 2020.

REIS, Maria Glória. O texto teatral e o jogo dramático no ensino de Francês Língua Estrangeira. Tese (Doutorado em Língua Estrangeira). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo, 2008.

SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na Escola. 2. ed. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. Criticidade e leitura: ensaios. Campinas São Paulo: Mercado de Letras, 1998.

TRAVAGLIA, Neusa Gonçalves. Tradução retextualização: a tradução numa perspectiva textual. Uberlândia: Edufu, 2003.
Publicado
2023-01-31
Sección
FLUXO CONTÍNUO - Artigos