VULNERABILIDADES, VULNERAÇÕES E PRÁTICAS INCLUSIVAS
Abstract
Este artigo discute de que maneira a escola pode contribuir para práticas pedagógicas que promovam a inclusão de estudantes com deficiências ou transtornos, considerando a diversidade presente nas salas de aula. Analisa-se a exclusão escolar como resultado da fragilidade do Estado em assegurar igualdade de acesso e permanência na educação básica, especialmente entre grupos historicamente marginalizados. O objetivo é compreender como a atuação docente pode ser ressignificada diante das vulnerabilidades e vulnerações que atravessam o cotidiano escolar. A metodologia adotada baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental, com enfoque qualitativo. A discussão propõe caminhos para fortalecer o direito à educação por meio de práticas inclusivas que considerem os marcadores sociais como raça, gênero e pobreza. Conclui-se que o compromisso com a inclusão exige formação docente sensível às diferenças e políticas públicas que garantam condições efetivas de aprendizagem para todos.
References
BOURDIEU, Pierre (1983a). Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero.
BOURDIEU, Pierre (1983b) Sociologia. São Paulo: Ática.
BRASIL Ministério da Educação/SECADI. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Disponível em http://www.portal.mec.gov.br. Acesso: 10 out. 2019.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao. Acesso em: 28 jan. 2024.
BRASIL. Lei n.º 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 5 dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. Brasília: MEC/SEESP, 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf. Acesso em: 24 mai. 2024.
DAINEZ, Débora; SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. O conceito de compensação no diálogo de Vigotski com Adler: desenvolvimento humano, educação e deficiência. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 40, n. 4, p. 1093-1108, out. 2014. Disponível em:http://dx.doi.org/10.1590/s1517-97022014071545. Acesso em: 28 mai. 2024.
FIDALGO, Sueli. Salles. A linguagem da exclusão e inclusão social na escola. São Paulo: Editora Unifesp, 2018.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GÁZQUEZ, V. M. Vulnerabilidad social, genealogía del concepto. Gazeta de Antropología, 37 (1), artículo 01 (2021)
GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais: por uma pedagogia crítica da aprendizagem. Barcelona/Madrid: Paidós, 1990.
GÓES, Maria. Cecília. Rafael; LAPLANE, Adriana. Lia Friszman. Políticas e Práticas de Educação inclusiva. Campinas: Autores Associados, 2013.
hooks, bell. Ensinando pensamento crítico: sabedoria prática. São Paulo: Elefante, 2020.
IBGE. Rendimento de todas as fontes: 2022. Rio de Janeiro: IBGE, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, 2023. Informativo da PNAD Contínua.
IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. Tradução de Silvana Cobucci Leite. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
JANUZZI, Gilberta de Martinno; CAIADO, Katia Regina Moreno. APAE: 1954 a 2011: algumas reflexões. Campinas: Autores Associados, 2013.
KOTTOW Miguel. Vulnerabilidad y protección. In: TEALDI Juan Carlos, director. Diccionario latinoamericano de bioética. Bogotá: Unesco; 2008.
MANTOAN, Maria Teresa Egler; PRIETO, Rosangela Gavioli. Inclusão Escolar. São Paulo: Summus, 2006.
MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão Escolar - O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus, 2015.
MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2008.
MORAIS, Talita Cavalcante Arruda; MONTEIRO, Pedro Sadi. Los conceptos de vulnerabilidad humana y la Integridad individual para la bioética. Revista Bioética, v. 25, 2017.
MORENO, Juan Cristóbal. El concepto de vulnerabilidad social en el debate en torno a la desigualdad: problemas, alcances y perspectivas”, Observatory on Structures and Institutions of Inequality in Latin America, Working Paper Series, nº 9, Center for Latin American Studies, University of Miami, 2008.
ORRÚ, Silvia Ester. O re-inventar da inclusão: os desafios da diferença no processo de ensinar e aprender. Editora Vozes Limitada, 2017.
ORRÚ, Silvia Ester. A Inclusão Menor e o Paradigma da Distorção. Petrópolis: Vozes, 2020.
SÁ, Rubens Lacerda. Rasuras migratórias e de inclusão: Por uma gramática e uma agenda social. In: FIDALGO, Sueli Salles; CARVALHO, Maria de Fátima; Cruz, Fernanda (Eds.), Vulnerabilidades, resistências e inclusão. Universidade Federal de São Paulo; Pontes Editores, 2023, p. 98-114.
SCHRAMM, Fermin Roland. A saúde é um direito ou um dever? Autocrítica da saúde pública. Rev Bras Bioética, 2006.
UNESCO . Declaração de Salamanca: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. 1994, Salamanca-Espanha. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso: 08 jun. 2024.
UNICEF Brasil. As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil: Estudo sobre as privações de direitos que afetam crianças e adolescentes no País. Brasília: UNICEF Brasil, fev. 2023.
VIGOTSKI, Lev Semionovitch. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1930/2007.
VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Problemas da defectologia. Organização, edição, tradução e revisão técnica Zoia Prestes e Elizabeth Tunes. São Paulo: Expressão Popular, 1924/2021.
Copyright Notice
The submission of originals to this periodic implies in transference, by the authors, of the printed and digital copyrights/publishing rights. The copyrights for the published papers belong to the author, and the periodical owns the rights on its first publication. The authors will only be able to use the same results in other publications by a clear indication of this periodical as the one of its original publication. Due to our open access policy, it is allowed the free use of papers in the educational, scientific and non-commercial application, since the source is quoted (please, check the Creative Commons License on the footer area of this page).








