RECONFIGURANDO A DEMOCRACIA NO CONTEXTO BRASILEIRO À LUZ DAS TEORIAS DE GÊNERO
Abstract
O artigo analisa os limites das teorias clássicas da democracia à luz das contribuições feministas, destacando como a divisão entre público e privado sustenta desigualdades de gênero. Por meio de revisão bibliográfica, o trabalho discute as concepções de democracia deliberativa de Jürgen Habermas e as críticas formuladas por Seyla Benhabib e Flávia Biroli, especialmente no que se refere à divisão sexual do trabalho, à idealização da maternidade e à invisibilização das mulheres na esfera pública. Argumenta-se que a exclusão das experiências femininas configura não apenas um déficit democrático, mas também epistemológico. A partir dessa perspectiva, o artigo propõe a reconfiguração da democracia brasileira para que se torne mais inclusiva, reconhecendo as interseccionalidades entre gênero, classe e raça como essenciais à efetivação dos direitos humanos.
References
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