A VIOLÊNCIA DE GÊNERO RETRATADA PELO ESPAÇO CINEMATOGRÁFICO: DA SUBALTERNIA À AUTENTICIDADE DO PODER FEMININO
Resumo
Este estudo traz uma abordagem sobre a importância das experiências do cotidiano reproduzidas na televisão e cinema, de modo a trazer as formas de vivência como um método de representação, informando os tipos de violência, seja ela física, psicológica, de gênero, as suas abordagens e a importância social de discutir o tema dentro de um contexto sociopolítico, para edificar a construção do que é a violência de gênero e como ela se perpetua dentro do cenário familiar e social, de maneira a demonstrar a importância da decisão da mulher quanto ao seu corpo. Destaca-se que o espaço cinematográfico não é apenas uma exposição de cenário ou a transmissão de conteúdo narrativo, o audiovisual busca interpelar o telespectador, dentro de um determinado espaço e tempo, trazendo a comunicação como a fonte de alimentação de conteúdo, isto é, tenta inserir no público novos conceitos, opiniões, argumentações, de forma a construir no imaginário dessas pessoas novas formas de socialização, interagindo com a diversidade cultural e sócio-econômica. A linguagem cinematográfica demonstra de uma maneira válida a relação de dominação-exploração empreendida pelo homem que introduz a ideia de instrumentalização daquele que se submete às suas vontades, demarcando a capacidade de mando sem que isso represente uma ofensa à ordem social. No entanto, a indeterminação dos acontecimentos, deixa margem para que essa relação de dominação seja abrandada, mediante o processo de resistência dos subordinados, em especial as mulheres, incluindo as camponesas. E o cinema contemporâneo vêm com o propósito de mostrar a possibilidade de um novo pensamento, um novo olhar, inspirando a construção de novos desafios.
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