A FORMAÇÃO CULTURAL DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM DIÁLOGO COM LEEI
Abstract
Este artigo parte do pressuposto de que a formação de professores envolve não apenas a apropriação de saberes pedagógicos, mas também, a ampliação de horizontes culturais que possibilitem uma atuação docente mais intencional na constituição de experiências educativas com as crianças. Nesse sentido, objetiva-se compreender as implicações do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI) no processo de formação cultural de docentes da Educação Infantil. A pesquisa articula estudo teórico e dados empíricos provenientes de um questionário online respondido por 21 docentes da região noroeste do Paraná. A análise considera a formação acadêmica e continuada das participantes, bem como as contribuições do LEEI em suas trajetórias pedagógicas, fundamentando-se nos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. Os resultados evidenciam impactos do programa na ampliação dos repertórios formativos e didático-pedagógicos, favorecendo práticas mais intencionais e experiências educativas mais significativas com as crianças.
References
BRIÃO, Eliane Costa. Leitura e escrita na educação infantil a partir do contexto das políticas nacionais (1996-2017). 2019. Dissertação (Mestrado).
DE ARAUJO, Liane Castro. Ler, escrever e brincar na educação infantil: uma dicotomia mal colocada. Revista Contemporânea de educação, v. 12, n. 24, p. 344, 2017.
LAZARETTI, Lucinéia Maria. A organização didática do ensino na educação infantil: implicações da teoria histórico-cultural. São Carlos: UFSCar, 2013.
LAZARETTI, Lucinéia Maria. Didática e educação infantil: princípios para o ensino desenvolvente. Obutchénie: Revista de Didática e Psicologia Pedagógica, Uberlândia, v. 6, n. 3, p. 721-734, 2022.
LEONTIEV, Aléxis N. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livros Horizonte, 1978.
MELLO, Suely Amaral. Ensinar e aprender a linguagem escrita na perspectiva histórico-cultural. Psicologia Política, v. 10,2010. p.329-343
MELLO, Suely Amaral. Concepção de criança e democracia na escola da infância: a experiência de Reggio Emilia. Cadernos da FFC, Marília, v.9, n.2, 2000.
OLIVEIRA, Betty. O trabalho educativo: reflexões sobre paradigmas e problemas do pensamento pedagógico brasileiro. Campinas: Autores Associados, 1996.
PASQUALINI, Juliana Campregher; LAZARETTI, Lucinéia Maria. Que educação infantil queremos? Um manifesto em defesa da educação escolar para crianças pequenas. Bauru: Mireveja, 2022.
PASQUALINI, J. C. Periodização do desenvolvimento psíquico à luz da escola de Vigotski:a teoria histórico-cultural do desenvolvimento infantil e suas implicações pedagógicas. In:MARSIGLIA, Ana C. G. (org.). Infância e pedagogia histórico-crítica. Campinas, SP: Autores Associados, 2013. p. 71-97
PASTRE, Cristiane Aparecida da Silva. Teoria histórico-cultural e literatura para crianças: possibilidades de desenvolvimento humano na educação infantil. 2018.
RICHTER, Sandra. Docência e formação cultural. In: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Ser docente na educação infantil: entre o ensinar e o aprender. Brasília: MEC/SEB, 2016. p.15-54.
RODRIGUES, Marilis Valente. A formação continuada para professores da educação infantil. Revista FT, 26 fev. 2025. Disponível em: https://revistaft.com.br/a-formacao-continuada-para-professores-da-educacao-infantil/. Acesso em: 31 jan. 2026.
SAVIANI, Dermeval. A função docente e a produção do conhecimento. Educação e Filosofia, v. 11, n. 21/22, p. 127-140, 2008.
SILVA, Isabel de Oliveira e. Docência na educação infantil: contextos e práticas. In: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Ser docente na educação infantil: entre o ensinar e o aprender. Brasília: MEC/SEB, 2016. p. 59–83.
SILVA, Viviana Freitas da. Repertórios profissionais da docência no âmbito no ensino por investigação e do programa São Paulo Faz Escola. [S.l.]: Universidade Estadual Paulista (Unesp), 26 fev. 2020.
VYGOTSKY. L. Obras escogidas. Tomo III. Tradução de Lydia Kuper. Madrid: Visor Distribuidores, 1995.
Copyright Notice
The submission of originals to this periodic implies in transference, by the authors, of the printed and digital copyrights/publishing rights. The copyrights for the published papers belong to the author, and the periodical owns the rights on its first publication. The authors will only be able to use the same results in other publications by a clear indication of this periodical as the one of its original publication. Due to our open access policy, it is allowed the free use of papers in the educational, scientific and non-commercial application, since the source is quoted (please, check the Creative Commons License on the footer area of this page).








