METAMORFOSES DA CONTEMPORANEIDADE: CULTURA VIRTUAL E SUBJETIVIDADES EM TEMPOS DE CAPITALISMO GLOBAL E SOCIEDADE EM REDE

Abstract

Este artigo apresenta uma revisão teórica de abordagem qualitativa sobre a constituição das subjetividades na cultura virtual, sob a égide do capitalismo global e da sociedade em rede. Fundamentado em autores como Lévy, Santaella, Dardot e Laval, o estudo reflete sobre como as tecnologias digitais protagonizam a moldagem dos sujeitos contemporâneos. Os resultados indicam que o "sujeito neoliberal" emerge como um "empresário de si", gerenciando a própria vida como um produto em busca de performance e resultados elevados. Essa imersão digital, marcada pela aceleração e pelo bombardeio informacional, impõe desafios à reflexão crítica, redesenhando as dimensões individuais e coletivas. Conclui-se que as metamorfoses culturais da atualidade são impulsionadas por uma cultura de consumo e competitividade, onde a virtualidade e a nova razão do mundo redefinem o que significa ser sujeito na contemporaneidade.

References

ALVES, G. Trabalho e subjetividade: o espírito do toyotismo na era do capitalismo manipulatório. São Paulo: Boitempo, 2011.

ALVES, Giovanni. Trabalho e neodesenvolvimentismo: choque de capitalismo e nova degradação do trabalho no Brasil. Bauru, SP: Canal 6, 2014, 224 p.

AROCHE, Claudine. O sujeito diante da aceleração e da ilimitação contemporânea. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 41, n. 4, p. 851-862, dez. 2015. Disponível em . http://dx.doi.org/10.1590/s1517-97022015041920.

BAUMAN, Zygmunt. Tempos líquidos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, 119 p.

BARRETO, Raquel Goulart. A recontextualização das tecnologias da informação e da comunicação na formação e no trabalho docente. Educação e Sociedade. Campinas, v. 33, n. 121, p. 985-1002, out.-dez. 2012.

BAUMGARTEN, Maíra. Tecnologia. In: CATTANI, Antônio David; HOLZMANN, Lorena. (orgs.). Dicionário de Trabalho e Tecnologia. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2006.

BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. Campinas, SP: Autores Associados, 2009.

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2003.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. Tradução de Roneide Venancio Majer. 10 ed. Rio: Paz e Terra, 2007. v.1. 617 p.

COSTA, Sandra Regina Santana; DUQUEVIZ, Barbara Cristina; PEDROZA, Regina Lúcia Sucupira. Tecnologias Digitais como instrumentos mediadores da aprendizagem dos nativos digitais. Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 19, n. 3, p. 603-610, dez. 2015.

CHAGAS, Eduardo F. O pensamento de Marx sobre a subjetividade. Trans/Form/Ação, Marília , v. 36, n. 2, p. 63-84, ago. 2013 . Disponível em . http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31732013000200005

DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. Tradução de Mariana Echalar. 1 ed. São Paulo: Boitempo, 2016. 413p.

FISCHER, Rosa Maria Bueno. "Mitologias" em torno da novidade tecnológica em educação. Educ. Soc., Dez 2012, vol.33, no.121, p.1037-1052. ISSN 0101-7330

GUATTARI, Félix; ROLNIK, Suely. Subjetividade e história. In: GUATTARI, Félix.; ROLNIK, Suely. Cartografias do desejo. 5 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999, p. 25-126.

HAAL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed., Rio de Janeiro: DP&A, 2011.

KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e tempo docente. Campinas, SP: Papirus, 2013.

KERCKHOVE, Derrick de. A pele da cultura. Tradução de Luís Soares e Catarina Carvalho. Lisboa: Relógio D’Agua Editores, 1997.

LAZZARATO, Maurizio. Signos, máquinas, subjetividades. Tradução Paulo Domenech com a colaboração de Hortência Lanacastre. 1 ed. São Paulo: Edições SESC, 2014.

LAZZARATO, Maurizio; GUATTARI, Félix. As revoluções do capitalismo. São Paulo: Editora 34, 2006.

LIPOVETSKY, Gilles. A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Tradução de Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 402.

MALEANE, Susana Otília Tomás. Tecnologias de informação e comunicação como meio de inclusão e exclusão social em Moçambique: o caso do ensino superior. Tese de doutorado em Ciência da Informação, Universidade de Brasília: UnB/FCI, 2012.

MATTELART, Armand. História da sociedade da informação. São Paulo: Ed. Loyola, 2002.

NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

NOVAES, Adelina. Subjetividade social docente: elementos para um debate sobre "políticas de subjetividade". Cad. Pesqui., São Paulo , v. 45, n. 156, p. 328-343, jun. 2015 . Disponível em . http://dx.doi.org/10.1590/198053143205.

OLIVEIRA, Evandro Salvador; SILVA, Adriene Sttéfane; MIRANDA, Henrique Carivaldo. O trabalho docente em tempos de hiperconexão e dispersão: tensões e desafios. In: Andréa Kochhann; Jades Daniel Nogalha de Lima. (Org.). Formação Docente e Prática de Ensino: tensionamentos e desafios. 1ed.São Paulo: Dialética, 2023, v. 264, p. 189-204

OLIVEIRA, Evandro Salvador; CECILIO, Sálua. Trabalho (Docente), Neoliberalismo e Produção de Subjetividades no Capitalismo Global: Evidências de uma Nova Razão do Mundo na Era Digital. REVISTA EDUCAÇÃO (PUCRS. ONLINE), v. 46, p. 1-19, 2023.

PIOLLI, Evaldo; SILVA, Eduardo Pinto e; HELOANI, José Roberto M.. Plano Nacional de Educação, autonomia controlada e adoecimento do professor. Cad. CEDES, Campinas, v. 35, n. 97, p. 589-607, dez. 2015 . Disponível em http://dx.doi.org/10.1590/CC0101-32622015154849.

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.

SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Trad. Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Record, 2000.

VALENCIA, Adrián Sotelo. Precariado ou proletariado? Bauru: Canal 6, 2016.
Published
2026-06-02