A REPRESENTANTIVIDADE DA MULHER NEGRA NA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA
Abstract
Este artigo analisa a representatividade da mulher negra na teledramaturgia brasileira, contextualizando-o num momento histórico relevante. Duas questões são analisadas: qual é a real significância e relevância da presença de protagonistas negras? E até que ponto essas representações desafiam os paradigmas excludentes e promovem uma ressignificação efetiva da identidade negra? A pesquisa qualitativa, baseada em estudo de caso, se fundamenta nas teorias do feminismo negro e nos estudos sobre cinema e gênero. Conclui que embora desafios persistam, as produções analisadas representam um avanço significativo para a visibilidade negra na mídia e para uma representação mais justa e plural da sociedade brasileira.
References
ARAÚJO, Joel Zito. A força de um desejo: a persistência da branquitude como padrão estético audiovisual. Revista USP, São Paulo, n. 69, p. 72-79, maio 2006. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13514. Acesso em: 2 jan. 2025.
ARAÚJO, Joel Zito. O negro na dramaturgia, um caso exemplar da decadência do mito da democracia racial brasileira. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 16, n. 2, p. 979-1001, set.-dez. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/9ZGKYRnVx8rmgZDYs6NBrVv/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 10 jan. 2025.
GLOBO. Memória Globo. Rio de janeiro. Disponível em: https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/. Acesso em: 5 jan. 2025.
BAIRROS, Luiza. Nossos feminismos revisitados. Estudos Feministas, v. 3, n. 2, p. 458, 1995. Disponível em: https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/04/Nossos_Feminismos_Revisitados_Luiza_Bairros.pdf. Acesso em: 18 jan. 2025.
BELANDI, Caio; GOMES, Irene. Censo 2022: pela primeira vez, desde 1991, a maior parte da população do Brasil se declara parda. Agência IBGE Notícias. 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38719-censo-2022-pela-primeira-vez-desde-1991-a-maior-parte-da-populacao-do-brasil-se-declara-parda. Acesso em: 18 jan. 2025.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Seção 1, p. 1. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm#:~:text=L10639&text=LEI%20No%2010.639%2C%20DE%209%20DE%20JANEIRO%20DE%202003.&text=Altera%20a%20Lei%20no,%22%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. Acesso em: 12 jan. 2025.
BRASIL. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Institui o sistema de cotas para o ingresso na educação superior, técnica e tecnológica, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 ago. 2012. Seção 1, p. 1. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm. Acesso em: 12 jan. 2025.
CAMPOS, Luiz Augusto; FERES JÚNIOR, João. Televisão em cores?: raça e sexo nas telenovelas “Globais” (1984-2014). 2015. Disponível em: https://gemaa.iesp.uerj.br/wp-content/uploads/2015/12/images_publicacoes_TpD_TpD10_Gemaa.pdf. Acesso em: 10 jan. 2025.
CARNEIRO, Sueli. A mulher negra na sociedade brasileira: o papel do movimento feminista na luta anti-racista. In: MUNANGA, Kabengele (Org.). O negro na sociedade brasileira: resistência, participação, contribuição. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2004. p. 286-337.
CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: ASHSOKA, Takano (Org.). Racismos contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano Cidadania, 2003.
COLLINS, Patricia Hill. Em direção a uma nova visão: raça, classe e gênero como categorias de análise e reflexão. In: MORENO, Renata (Org.). Reflexões e práticas de transformação feminista. São Paulo: Sempreviva Organização Feminista, 2015. p. 13-42. Disponível em: https://www.sof.org.br/wp-content/uploads/2016/01/reflex%C3%B5esepraticasdetransforma%C3%A7%C3%A3ofeminista.pdf. Acesso em: 18 jan. 2025.
COLLINS, Patricia Hill. Rasgos distintivos del pensamiento feminista negro. In: JABARDO, Mercedes, et al. Feminismos negros: una antología. Madrid: Una Antología, 2012. Disponível em: https://www.traficantes.net/sites/default/files/pdfs/Feminismos%20negros-TdS.pdf. Acesso em: 18 jan. 2025.
GONZAEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. In: RIOS, F.; LIMA, M. (Org.). Rio de Janeiro: Schwarcz, 2020.
HALL, Stuart. Cultura e representação. Tradução de Daniel Miranda e William Oliveira. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Apicuri, 2016.
HOOKS, Bell. Não sou uma mulher: a mulher negra e o feminismo. São Paulo: Elefante, 2019.
HOOKS, Bell. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. São Paulo: Elefante, 2019.
LOPES, Maria Immacolata Vassallo de. Telenovela brasileira: uma narrativa sobre a nação. Comunicação & Educação, São Paulo, v. 26, p. 17-34, jan. 2003. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/37469. Acesso em: 10 jan. 2025.
O GLOBO. Grupo Globo é o 17º maior conglomerado de mídia do mundo. 2015. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/grupo-globo-o-17-maior-conglomerado-de-midia-do-mundo-16159426. Acesso em: 12 jan. 2025.
Yin, R. K. (2014). Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman.
Copyright Notice
The submission of originals to this periodic implies in transference, by the authors, of the printed and digital copyrights/publishing rights. The copyrights for the published papers belong to the author, and the periodical owns the rights on its first publication. The authors will only be able to use the same results in other publications by a clear indication of this periodical as the one of its original publication. Due to our open access policy, it is allowed the free use of papers in the educational, scientific and non-commercial application, since the source is quoted (please, check the Creative Commons License on the footer area of this page).








