DESAFIANDO AS CONVENÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADES EM “FLORES RARAS”
Abstract
A proposta do artigo é analisar o filme Flores Raras (2013), que aborda as dinâmicas de poder e identidade de gênero entre Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares. O filme retrata como a repressão e os estereótipos de gênero moldaram suas vidas e relações, refletindo o histórico-social do Brasil nas décadas de 1950 e 1960. A censura e o apagamento das mulheres lésbicas, junto às normas rígidas de gênero, eram reforçados pela mídia e pela sociedade da época, limitando a participação feminina em várias áreas. Por meio desta proposta, o artigo explora as formas de resistência e os desafios enfrentados por essas mulheres e a necessidade de reflexões intereseccionais em análises cinematográficas.
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