ENTRE TELAS E PALANQUES: INTERSECCIONALIDADE, POLÍTICA E FICÇÃO – SHIRLEY CHISHOLM, DONALD TRAMP E OS REFLEXOS NA LUTA POR IGUALDADE
Abstract
Em 1970, Shirley Chisholm, uma mulher negra, se tornou a primeira a se candidatar à presidência dos Estados Unidos. Sua trajetória é emblemática para entender o fenômeno da interseccionalidade, conceito nomeado anos depois por Kimberlé Crenshaw. A recente adaptação cinematográfica "Shirley para Presidente (2024)" traz à tona as dificuldades enfrentadas por mulheres negras na política. Em paralelo, a eleição de Donald Trump para um segundo mandato, em 2025, revela um cenário alarmante: o fortalecimento do patriarcado, sexismo e misoginia, com nuances ficcionais que dialogam com "O Conto da Aia (1985; 2017)". Este artigo, utilizando abordagem qualitativa e método dialético com perspectiva decolonial, investiga como a ficção influencia a percepção da realidade e como o cinema pode ser um espelho das interseccionalidades vividas por mulheres negras.
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Fontes audiovisuais
Shirley para Presidente. Direção: John Ridley. Cincinnati, Ohio – EUA: Netflix, 2024.
Série: O Conto da Aia. Criação: Bruce Miller. Cambridge – EUA: MGM Television, 2017.
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