AS CRIANÇAS SÃO CULPADAS OU VÍTIMAS DO PROCESSO DE PATOLOGIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO? REFLEXÕES À LUZ DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS NO PIBID

Palavras-chave: PIBID. Patologização da Educação. Prática Pedagógica.

Resumo

O processo de patologização da educação tem sido na maioria das vezes a ferramenta usada para justificar que o fracasso escolar é resultado de doenças e da não aprendizagem. Sabendo dessa realidade e entendendo que o professor não pode diagnosticar que um aluno tem necessidades especiais, algum transtorno ou síndrome, o texto em questão tem como objetivo, mostrar que não há só um protagonista no processo de patologização, posto que a escola seja formada por um coletivo de sujeitos. Tal afirmação é feita com base em nossa experiência formativa obtida por meio do Programa Institucional de Bolsas e Iniciação à Docência (PIBID) junto a uma escola da rede estadual de Tocantinópolis que se sustenta em razão de uma pesquisa realizada no período de 13 de agosto de 2018 a 10 de dezembro de 2019, que resultou no Trabalho de conclusão de curso defendido no primeiro semestre de 2019.  Os dados obtidos apontam que o PIBID é essencial no processo de formação do acadêmico, pois o programa permite ampliar o olhar para a criança, a escola, e o ser pedagogo.

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Biografia do Autor

Itácio Quintino Almeida da Silva, Universidade Federal do Tocantins

Graduado em Pedagogia pela UFT, Universidade Federal do Tocantins.  Bolsista do PIBID, vinculado ao edital nº 07/2018. 

Fabíola Andrade Pereira, Universidade Federal do Tocantins

Doutora em Educação pela Universidade Federal da Paraíba. Professora adjunta no curso de Pedagogia na Universidade Federal do Tocantins, Câmpus de Tocantinópolis. Coordenadora do Pibid 2018/2020. 

Referências

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Sites consultados:
http://dx.doi.org/10.1590/2175-623642057
Publicado
2021-03-31
Seção
Artigos