Esta cartilha explora a trajetória das comunidades quilombolas no Tocantins, destacando sua luta histórica pela preservação cultural e pelo direito constitucional à propriedade coletiva da terra. Embora a Constituição de 1988 garanta a titulação desses territórios, o estado ainda enfrenta um vasto passivo jurídico, exemplificado pela lenta regularização de dezenas de áreas remanescentes. A realidade dessas populações é marcada pela resistência ao racismo estrutural e aos impactos socioambientais severos causados pela expansão do agronegócio na região do MATOPIBA. Diante desses conflitos, a obra se posiciona como uma ferramenta de educação política, buscando fortalecer a autonomia étnica em conformidade com as diretrizes globais de desenvolvimento sustentável. Assim, o conteúdo reafirma a importância da autodeterminação quilombola como pilar essencial para a justiça social e a proteção do bioma Cerrado.

Publicado: 2026-04-23

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