PARTO HUMANIZADO: UMA PERSPECTIVA DA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO

  • Myrlla Nohanna Campos Barros Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Taynara Logrado de Moraes Universidade de Taubaté (UNITAU).
Palavras-chave: Política Nacional de Humanização. Assistência. Saúde.

Resumo

A Política Nacional de Humanização (PNH) foi criada em 2003 pelo Ministério da Saúde no Brasil. Trata-se da implantação de diretrizes que regem a assistência humanizada por parte dos profissionais nas unidades de saúde, a importância da humanização nos atendimentos de saúde é uma necessidade nos dias atuais. Adotar o vínculo de Humanização entre os profissionais e os pacientes que procuram as unidades de saúde, deve-se buscar estratégias de competência para os atendimentos públicos de um país. Para explanar sobre o assunto e conhecer melhor a PNH, este estudo objetivou-se apresentar as diretrizes do atendimento humanizado, bem como a enfermagem contribui para a promoção desta política. Para elaboração do estudo foi realizado uma revisão bibliográfica em acervos digitais em sites confiáveis e material impresso. Foram destacados oito estudos que representaram a compreensão da PNH, publicados entre 2015 a 2019. Os resultados demonstraram que além de humanizar, há necessidade de capacitar e oferecer condições físicas e estruturais para desenvolver uma atividade com êxito. As atribuições dos enfermeiros podem ser feitas desde formas muito sutis até formas mais explícitas. O fato de uma equipe preocupa-se com o atendimento, faz toda diferença nos resultados obtidos, pois a humanização não implica somente em atender, mais respeitar, aceitar e traduzir os cuidados, para que os usuários tenham condições de recuperação da enfermidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Myrlla Nohanna Campos Barros, Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Taynara Logrado de Moraes, Universidade de Taubaté (UNITAU).

Mestranda em Ciências Ambientais pela Universidade de Taubaté (UNITAU).

Referências

ALVES, Ângela Gilda; MARTINS, Cleusa Alves; SILVA, Fernanda Lima e; Alexandre, Midiã Saraiva Aderaldo; CORREA, Camila Isabel Nascimento; TOBIAS, Gabriela Camargo. Política de Humanização da assistência ao parto como base à implementação rede cegonha: revisão integrativa.

Revista Enfermagem, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) on line;11(2):691-702, fev. 2017. Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=BDENF&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=30524&indexSearch=ID. Acesso em: 20 out. 2019.

ANDREUCCI, C.B; CECATTI, J. Desempenho de indicadores de processo do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento no Brasil: uma revisão sistemática. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 27, n. 6, p. 1053-1064, jun. 2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política nacional de humanização. Rede Humaniza SUS. Brasília, 2013.

CASSIANO, A.N. et. al. Percepção de enfermeiros sobre a humanização na assistência de enfermagem no puerpério imediato. Revista Pesquisa Cuidados Fundamentais (Online), p. 2051-2060, 2015. Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=BDENF&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=26715&indexSearch=ID. Acesso em: 20 out. 2019.

CAUS, E.C.M et al. O processo de parir assistido pela enfermeira obstétrica no contexto hospitalar: significados para as parturientes. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v. 16, n. 1, p. 34-40, 2012.

EVANGELISTA, Viviane Canhizares et al. Equipe multiprofissional de terapia intensiva: humanização e fragmentação do processo de trabalho. Revista Brasileira Enfermagem, Brasília, v. 69, n. 6, p. 1099-1107, dez. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_isoref&pid=S0034-71672016000601099&lng=pt&tlng=pt Acesso em: 20 out. 2019.

FERRAREZI JÚNIOR, Celso. Guia do Trabalho Científico: do projeto à redação final, monografia, dissertação ou tese. 5ª Reimpressão. São Paulo, Contexto, 2017.

JARDIM, Mara Julyete Arraes; SILVA, Andressa Arraes; FONSECA, Lena Maria Barros. Contribuições do enfermeiro no pré-natal para a conquista do empoderamento da gestante. Revista Pesquisa Cuidados Fundamentais (Online); 11(2, n. esp): 432-440, jan. 2019.

FRIGO, J; BASSO, R.B; ERDTMANN, B.K; MARIN, S.M.A enfermagem e o cuidado humanístico na parturição. Revista UNINGÁ Review, Vol.15, n.2, pp.05-09 (Jul - Set 2013).

GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

HOTIMSKY, S.N. Rattner, D. Venancio, S.I. Bógus, C.M., & Miranda, M.M. O parto como eu vejo ou como eu o desejo ? Expectativas de gestantes, usuárias do SUS, acerca do parto e da assistência obstétrica. Caderno Saúde Pública 18(5): 1303–1311.2002.

LEAL, M .C et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. 2014.

MIYASHITA, Newton Tomio. Humanização obstétrica ou a humanização da gestação, do trabalho de parto, do parto, do nascimento e do aleitamento materno. Programa São Paulo pela Primeiríssima Infância. Disponível em: http://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/09/1016202/bis-v19n1-28-30.pdf Acesso em: 20 out. 2019.

PILER, Adriana Aparecida et. al., Fatores determinantes dos cuidados de enfermagem no processo de parturição. Revista Enfermagem, UFPE on line; 13(1): 189-205, jan. 2019. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org Acesso em: 20 out. 2019.

SILVA, Damião et al. Práticas de Humanização com Parturientes no Ambiente Hospitalar: Revisão Integrativa. Revista Baiana Enfermagem, Salvador, v. 32, e21517, 2018. Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_isoref&pid=S2178-86502018000100505&lng=pt&tlng=pt Acesso em: 20 out. 2019.

SOUZA, T.G; GAIVA, M.A.M; MODES, P.S.S.A. A humanização do nascimento: percepção dos profissionais de saúde que atuam na atenção ao parto. Revista. Gaúcha Enfermagem (Online), Porto Alegre, v.32, n.3, p.479486, Set. 2011.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. UNA-SUS/UFMA. Redes de atenção à saúde: a Rede Cegonha/Consuelo Penha Castro Marques (Org.). São Luís, 2015.

VELHO, Manuela Beatriz; et. al., Contribuições do enfermeiro no pré-natal para a conquista do empoderamento da gestante. Caderno Saúde Pública (Online); 35(3): e00093118, 2019. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org Acesso em: 20 out. 2019.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 12.ed. São Paulo - SP: Atlas, 2010

WORLD HEALTH ORGANIZATION.WHO Care in normal birth: a practical guide. Geneva. 1996.

Publicado
2020-07-16
Seção
Artigos