https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/issue/feedHumanidades & Inovação2026-04-06T16:08:49-03:00Kyldes Batista Vicenterev.humanidades@unitins.brOpen Journal Systems<p>A Revista Humanidades e Inovação, editada pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) - tem por objetivo a difusão de estudos e pesquisas com especial enfoque para a linguagem e processos educativos, comunicação, educação e tecnologia, sociologia e processos de inovação gerenciais, sociais e tecnológicos.</p> <ul> <li class="show"><strong>Qualis/Capes</strong>: B3 em Educação / B3 em Ensino / B5 em Comunicação e informação / B4 em História / B2 em Interdisciplinar / B1 em Linguística e Literatura / B4 em Planejamento Urbano e Regional / Demografia / B4 em Sociologia (Qualis/Capes, 2013-2016) / B2 (Qualis/Capes, 2017-2020) / A3 (Qualis/Capes, 2021-2024)</li> <li class="show"><strong>Área do conhecimento</strong>: Interdisciplinar</li> <li class="show"><strong>Ano de fundação</strong>: 2014</li> <li class="show"><strong>E-ISSN</strong>: 2358-8322 (versão eletrônica)</li> <li class="show"><strong>E-mail</strong>: rev.humanidades@unitins.br</li> <li class="show"><strong>Periodicidade:</strong> Publicação bimestral (a partir de junho de 2024)</li> <li class="show"><strong>Editora:</strong> Unitins</li> </ul>https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11550EXPEDIENTE2026-04-06T16:06:34-03:00Leonardo Lamim Furtadoleonardo.lf@unitins.br2026-03-24T15:41:08-03:00Copyright (c) 2026 https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11551EDITORIAL2026-04-06T16:06:35-03:00Cristiane Souza Borzukcsborzuk@ufj.edu.brMaria Cristina Dancham Simõesmacris.simoes@gmail.comNivaldo Alexandre de Freitasnivafreitas@gmail.com<p>Este dossiê tem como eixo articulador as relações entre Teoria Crítica, formação humana e as perspectivas de emancipação, buscando expor um panorama atual das reflexões produzidas nesse campo, marcado pela relevância social de seus objetos. A Teoria Crítica tem se estabelecido como um marco importante para pensar as tensões entre cultura, política e subjetividade e ao enfatizar a crítica da dominação que travejam tanto as estruturas sociais quanto os modos de vida cotidianos, ela abre espaço para interrogar acerca das formas de resistência na construção de possibilidades emancipatórias.</p>2026-03-24T15:43:26-03:00Copyright (c) 2026 Cristiane Souza Borzuk, Maria Cristina Dancham Simões, Nivaldo Alexandre de Freitashttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11473CONSCIÊNCIA MORAL EM THEODOR ADORNO: CONTRIBUIÇÃO AOS ESTUDOS ADORNIANOS SOBRE MORALIDADE2026-04-06T16:06:40-03:00Cristiane Souza Borzukcsborzuk@ufj.edu.br<p>O objetivo deste trabalho é tecer reflexões sobre consciência moral nos escritos de Theodor Adorno. Partimos da hipótese de que as possibilidades e os impedimentos para uma vida reta seja uma questão central no pensamento de Adorno, ainda que haja poucos escritos especificamente dedicados a este assunto em sua obra. Espera-se com esta pesquisa, por um lado, promover a reflexão sobre as possibilidades e impedimentos para a formação da consciência moral na sociedade atual, e, de outro, contribuir para o avanço da compreensão e da reflexão sobre o pensamento adorniano a partir de um tema pouco explorado no Brasil, o tema da consciência moral em Theodor Adorno.</p>2026-03-24T15:49:08-03:00Copyright (c) 2026 Cristiane Souza Borzukhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11474TEORIA CRÍTICA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: CRÍTICA À BARBÁRIE2026-04-06T16:06:44-03:00Maria Cristina Dancham Simõesmacris.simoes@gmail.com<p>Este artigo visa apresentar uma crítica à formação de professores, considerando o horizonte de reprodução da barbárie que se apresenta na atualidade. A partir da Teoria Crítica da Sociedade, o artigo apresenta a formação do indivíduo como base que sustenta o percurso discursivo, considerando que a apropriação subjetiva da cultura implica adaptação e resistência e expressa a própria cisão entre indivíduo e sociedade. O mundo administrado também compõe a constelação conceitual recorrida, entendendo-o como existente no capitalismo tardio, relacionado à racionalidade comensurável e prejudicial às possibilidades de resistência. A análise perfaz alguns comentários sobre a reforma curricular brasileira, contribuindo para a compreensão do fazer docente. Considera-se que as condições aumentaram o controle e a burocratização das atividades, retirando dos professores a possibilidade de espontaneidade e autonomia. De qualquer forma, fez-se uma discussão que aponta que tais questões já foram inculcadas desde a formação inicial dos professores.</p>2026-03-26T10:47:19-03:00Copyright (c) 2026 Maria Cristina Dancham Simõeshttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11475RASTROS NA CIDADE: ARTE URBANA E FLÂNEUSERIE NA OBRA DE KALISY CABEDA2026-04-06T16:06:57-03:00Rossana Pires piresrossana@usp.brLuciana Dadico luciana.dadico@ufmt.br<p>Este trabalho busca analisar a performance "Cidade: Substantivo Feminino", realizada em 2022, em Porto Alegre/RS, como parte da oficina cênica conduzida por Kalisy Cabeda. Esta análise encontra apoio no conceito de flâneuserie, que coloca em questão, por sua vez, aquele de flânerie, de Walter Benjamin. A experiência contemporânea é problematizada pela performance de Cabeda, cuja obra a(r)tivista envolve a necessária presença das mulheres nas atividades cênicas e colagem de lambe-lambes, ao mesmo tempo em que se desdobra como forma de reivindicar e ressignificar o espaço público. Nossas análises direcionam-se, por um lado, para a consideração do gênero e suas interseccionalidades na abordagem da obra, e por outro, na discussão sobre as formas artísticas do lambe e da performance como arte urbana, que remodelam a experiência artística e os modos de ocupação das cidades em nosso contexto, contribuindo para a construção de espaços públicos mais inclusivos.</p>2026-03-26T10:50:50-03:00Copyright (c) 2026 Rossana Pires , Luciana Dadico https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11476INTERNET, INDÚSTRIA CULTURAL E O ENSINO DE HISTÓRIA2026-04-06T16:07:00-03:00Gleidson Antônio da Silva gleidsonslayer@gmail.comCristiane Souza Borzukcsborzuk@ufj.edu.br<p>Esse artigo tem como objetivo verificar se a internet, um meio de comunicação de massa, se enquadra como uma nova fase da Indústria Cultural. A investigação foi feita a partir da análise de vídeos da plataforma Youtube destinados à propagação de supostos saberes historiográficos, foi feito então uma identificação de características desse material com características da Indústria Cultural propostas por Adorno, Horkheimer, e Simpson. A partir da análise do material foi possível elencar as consequências para o ensino de História e para a formação de consciência histórica dos sujeitos. O referencial teórico e metodológico é a Teoria Crítica da Sociedade.</p>2026-03-26T13:32:23-03:00Copyright (c) 2026 Gleidson Antônio da Silva , Cristiane Souza Borzukhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11477O PASSADO PRESENTE: NOTAS SOBRE A ELABORAÇÃO DO HORROR DA DITADURA EMPRESARIAL-MILITAR BRASILEIRA2026-04-06T16:07:02-03:00Luiz Felipe Soares Araujofelipearaujopsico@gmail.comAna Paula de Ávila Gomideanapag2@gmail.com<p>Este artigo propõe discutir a importância da constituição da memória social da ditadura empresarial-militar no Brasil, tendo em vista que o cuidado com a memória é uma tarefa ético-política de preservação histórica. Tem-se em vista, de igual modo, a problematização dos efeitos psicossociais da promulgação da anistia no criar da memória social brasileira. Primou-se pelo estudo de conceitos de memória e elaboração em Adorno e Benjamin, considerando-se as relações dialéticas entre o presente e o futuro, e a tarefa ética da escrita e da oralidade da História. Conclui-se que a promulgação da Lei da Anistia em 1979, não permitindo o julgamento dos crimes de Estado do período ditatorial, trouxe como sintoma social a atual escalada da extrema-direita no Brasil e de movimentos de massa, mobilizados pelas técnicas de propaganda utilizadas pelos partidários da política extremista. Diante desse cenário, discorre-se sobre construir alternativas para uma elaboração justa do passado.</p>2026-03-26T13:34:05-03:00Copyright (c) 2026 Luiz Felipe Soares Araujo, Ana Paula de Ávila Gomidehttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11478VIOLÊNCIA, MAL-ESTAR E PATRIARCALISMO: NOTAS COM BASE EM UMA LEITURA DE LAVOURA ARCAICA, DE RADUAN NASSAR2026-04-06T16:07:05-03:00Hiago Nunes Ferreira hiago.nunes@aluno.ufr.edu.brNivaldo Alexandre de Freitasnivafreitas@gmail.com<p>Este estudo analisa a formação do indivíduo a partir das mediações exercidas pela família e pela sociedade, investigando sua relação com a violência. Fundamenta-se na Teoria Crítica de Horkheimer e Adorno e na psicanálise freudiana, incluindo também as contribuições de Herbert Marcuse. A metodologia consistiu em pesquisa bibliográfica e análise da obra “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, como campo privilegiado para compreender as contradições entre subjetividade, cultura e autoridade. A narrativa do protagonista André permitiu observar como o patriarcalismo e a rigidez moral reproduzem, no âmbito familiar, as formas sociais de dominação e violência simbólica. Os resultados apontam que a violência, no tempo do romance de Nassar (publicado em 1975), é expressão de um processo formativo mediado por relações hierárquicas e autoritárias, cujas raízes se estendem da estrutura familiar às instituições sociais, oferecendo subsídios para compreender a violência na sociedade em suas diferentes formas.</p>2026-03-26T13:35:44-03:00Copyright (c) 2026 Hiago Nunes Ferreira , Nivaldo Alexandre de Freitashttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11479EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA, NA SOCIEDADE ADMINISTRADA: ESTUDOS CRÍTICOS2026-04-06T16:07:07-03:00Hugo Leonardo de Araújo Diashugodiasprof@gmail.com<p>.</p>2026-03-26T13:37:30-03:00Copyright (c) 2026 Hugo Leonardo de Araújo Diashttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11480ADORNO, O POTENCIAL FORMATIVO E A DIALÉTICA NEGATIVA: ATUALIDADE2026-04-06T16:07:09-03:00Marco Antônio Oliveira Limamarcobasquetebol@gmail.com<p>.</p>2026-03-26T13:39:09-03:00Copyright (c) 2026 Marco Antônio Oliveira Limahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11154VIABILIDADE E EFICÁCIA NA REGULARIZAÇÃO DE IMÓVEIS POR MEIO DA USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NO ESTADO TOCANTINS2026-04-06T16:07:11-03:00Maycon Douglas Roberto Liraestudosdomaycon@gmail.comValdirene Cassia da Silvavaldirene.silva@catolica-to.edu.br<p>A desjudicialização do procedimento de usucapião representa avanço significativo na busca por celeridade e eficiência na tutela dos direitos de propriedade. O objetivo deste trabalho foi analisar a viabilidade e eficácia da usucapião extrajudicial como instrumento de regularização imobiliária no estado do Tocantins e destacar reflexos jurídicos, sociais e institucionais. A pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico foi realizada a partir de leis do Novo Código de Processo Civil e a Lei nº 13.465/2017 que representa avanço significativo na busca por celeridade e eficiência na tutela dos direitos de propriedade. Como resultado, o estudo demonstra que a usucapião extrajudicial, ao transferir para o âmbito notarial e registral a competência de reconhecimento da propriedade, contribui para a efetivação do direito à moradia e à concretização da função social da terra. Contudo, sua plena eficácia depende da integração entre os órgãos públicos, cartórios e instituições de apoio técnico, bem como de padronização de procedimentos e qualificação profissional dos agentes envolvidos. Além disso, evidencia-se que os avanços na regularização fundiária do Tocantins estão diretamente associados à capacidade administrativa do Estado em promover políticas coordenadas que conciliem eficiência, justiça social e sustentabilidade ambiental. Conclui-se que a usucapião extrajudicial constitui um marco na modernização da política fundiária tocantinense, capaz de transformar a realidade de inúmeros posseiros e consolidar a segurança jurídica necessária ao desenvolvimento regional. Sua efetividade, porém, requer o aperfeiçoamento contínuo das práticas administrativas, o fortalecimento da governança interinstitucional e o compromisso permanente com a equidade e a transparência.</p>2026-03-26T13:41:29-03:00Copyright (c) 2026 Maycon Douglas Roberto Lira, Valdirene Cassia da Silvahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11152REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO INTERNACIONAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS DO BRASIL E CHINA2026-04-06T16:07:15-03:00Lynjssen Martins da Costa Sousalynjssenmartinsdacostasousa@gmail.comValdirene Cássia da Silvavaldirene.silva@catolica-to.edu.br<p>O avanço acelerado do comércio eletrônico internacional tem exposto desafios relevantes para o Direito, sobretudo quando envolve relações jurídicas entre países com matrizes normativas distintas, como Brasil e China. Nesse contexto, é essencial compreender como os diferentes modelos de regulação impactam a segurança jurídica das transações digitais e a tutela dos sujeitos envolvidos. O objetivo deste estudo consistiu em investigar os desafios e as perspectivas jurídicas da regulação do comércio eletrônico internacional em face da diversidade de legislações e da crescente digitalização do comércio entre Brasil e China. Para alcançar esse propósito, foi utilizada metodologia qualitativa do tipo revisão bibliográfica e análise da legislação aplicável em ambos os países, como a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) e o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) no Brasil. E a Lei de Proteção de Informações Pessoais, a PIPL (2021), na China. Também foram consultados documentos internacionais que tratam da governança digital e da regulação do comércio eletrônico. Os resultados evidenciaram que o Brasil estrutura sua regulação a partir de pilares de proteção ao consumidor e à privacidade de dados. Já a China adota um modelo centralizado, marcado por protagonismo estatal e controle das plataformas digitais como instrumentos de regulação. Conclui-se que tais diferenças produzem lacunas quanto à aplicabilidade normativa nas transações internacionais, fragilizam a previsibilidade contratual e aumentam o risco de insegurança jurídica.</p>2026-03-26T13:44:13-03:00Copyright (c) 2026 Lynjssen Martins da Costa Sousa, Valdirene Cássia da Silvahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/9846POR TRÁS DAS ARMADILHAS DA IMAGEM: ASPECTOS IDEOLÓGICOS NO DESENHO ANIMADO DE PERSPECTIVA CONSERVADORA2026-04-06T16:07:18-03:00Fernando Teixeira Luizfer.luiggi@hotmail.com<p>O presente artigo constitui o recorte de uma pesquisa mais abrangente, intitulada<em> Mosaico de imagens: escola, preconceito e opressão no debate da produção cultural LGBTQIA+</em>, que se centra na violência física, moral, psicológica e social - cometida em instituições de ensino - contra alunos que não se enquadram no modelo cis e heteronormativo. Considerando esse quadro, pretende-se investigar os artifícios operacionalizados por uma animação gráfica contemporânea, de fácil acesso nas plataformas digitais e ampla repercussão entre os setores conservadores e religiosos da sociedade, para veicular o discurso homofóbico e transfóbico entre crianças matriculadas nas séries iniciais da Educação Básica.</p>2026-03-26T13:47:25-03:00Copyright (c) 2026 Fernando Teixeira Luizhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11187A VALORAÇÃO DA PALAVRA DA VÍTIMA COMO PROVA NOS CRIMES DE ABUSO SEXUAL INFANTIL: O ENTENDIMENTO DA JURISPRUDÊNCIA PENAL BRASILEIRA DIANTE DE FALSAS MEMÓRIAS E INFLUÊNCIAS EXTERNAS2026-04-06T16:07:21-03:00Elisa Gomes Carvellielisa.carvelli@a.catolica-to.edu.brValdirene Cássia da Silvavaldirene.silva@catolica-to.edu.br<p>Casos de abuso sexual infantil desafiam a justiça brasileira diante da dificuldade de produção de provas e da necessidade de valorar o depoimento da vítima sem que este seja comprometido por falsas memórias ou influências externas. O estudo tem como objetivo compreender a abordagem da jurisprudência brasileira sobre a suficiência da palavra da vítima em casos de abuso sexual infantil, considerando os potenciais impactos de falsas memórias e influências externas, com o intuito de proteger os direitos da criança e do adolescente. Metodologicamente, o estudo configura-se como revisão bibliográfica e documental. Na fase documental, foram analisadas decisões judiciais dos Tribunais Superiores, bem como, de forma complementar, decisões de Tribunais de Justiça estaduais. O levantamento dos acórdãos evidencia que os tribunais brasileiros reconhecem o relato da vítima como elemento-chave nas condenações por crimes sexuais, especialmente em razão da escassez de provas materiais nesses delitos praticados em ambientes privados. Por outro lado, a jurisprudência afasta a condenação baseada apenas em memórias vagas, relatos inconsistentes ou indícios de sugestão/interferência externa, reforçando que falsas memórias são um risco real que deve ser mitigado por procedimentos técnicos. Parte expressiva dos julgados exige corroboração do depoimento por outros indícios ou avaliações psicossociais. Assim, busca-se equilibrar a efetiva proteção da criança com as garantias processuais do acusado e a presunção de inocência. Conclui-se, portanto, que, embora a palavra da vítima seja o centro das decisões, a maioria das jurisprudências corrobora esse depoimento com outros elementos probatórios.</p>2026-03-26T13:53:44-03:00Copyright (c) 2026 Elisa Gomes Carvelli, Valdirene Cássia da Silvahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11341VULNERABILIDADES, VULNERAÇÕES E PRÁTICAS INCLUSIVAS2026-04-06T16:07:47-03:00Heleni Sousa dos Santos Ferreirahelenisousa@ifsp.edu.brJândela Cristiane Guilherme dos Santos Tamashirojandelacristiani@ifsp.edu.br<p>Este artigo discute de que maneira a escola pode contribuir para práticas pedagógicas que promovam a inclusão de estudantes com deficiências ou transtornos, considerando a diversidade presente nas salas de aula. Analisa-se a exclusão escolar como resultado da fragilidade do Estado em assegurar igualdade de acesso e permanência na educação básica, especialmente entre grupos historicamente marginalizados. O objetivo é compreender como a atuação docente pode ser ressignificada diante das vulnerabilidades e vulnerações que atravessam o cotidiano escolar. A metodologia adotada baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental, com enfoque qualitativo. A discussão propõe caminhos para fortalecer o direito à educação por meio de práticas inclusivas que considerem os marcadores sociais como raça, gênero e pobreza. Conclui-se que o compromisso com a inclusão exige formação docente sensível às diferenças e políticas públicas que garantam condições efetivas de aprendizagem para todos.</p>2026-03-26T13:56:51-03:00Copyright (c) 2026 Heleni Sousa dos Santos Ferreira, Jândela Cristiane Guilherme dos Santos Tamashirohttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/10895TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: UM MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA STRICTO SENSU2026-04-06T16:07:53-03:00Gilvânia Aguiar Lutlenhausgilvania.aguiar@gmail.comIvo de Jesus Ramosivoramos@cefetmg.br<p>Este artigo analisa a produção acadêmica brasileira <em>stricto sensu</em> sobre a Teoria das Inteligências Múltiplas (TIM), de Howard Gardner (2006), associada à Educação Profissional e Tecnológica (EPT). A pesquisa é qualitativa, do tipo estado do conhecimento, com base bibliográfica. Foram analisadas teses e dissertações dos repositórios da CAPES e da BDTD, entre 2018 e 2024. Os dados indicam crescimento recente da produção, concentrado em 2021 até 2024. A TIM é base teórica para práticas que valorizam a diversidade cognitiva, estratégias personalizadas, competências socioemocionais, ensino de disciplinas específicas e tecnologias educacionais. A análise de conteúdo agrupou os trabalhos em cinco categorias, revelando mobilização pontual da TIM e ausência de integração ao currículo institucional. Apontam-se lacunas como escassez de estudos longitudinais, concentração regional e poucas pesquisas quantitativas. Conclui-se que a TIM pode aprimorar práticas na EPT e favorecer a formação integral, mas exige mais pesquisas, formação docente e institucionalização das práticas pedagógicas.</p>2026-03-26T14:07:42-03:00Copyright (c) 2026 Gilvânia Aguiar Lutlenhaus, Ivo de Jesus Ramoshttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/7577PERSPECTIVAS DE UNIVERSALIZAR A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: O ENSINO MÉDIO PARAENSE EM QUESTÃO2026-04-06T16:07:56-03:00Emina Santosemina@ufpa.brSandy Coelhosandycoelhoufpa@gmail.com<p>O presente artigo analisa os avanços e limites da universalização da educação básica em relação ao ensino médio paraense, algo levado a cabo por meio de indicadores educacionais. Diante do cenário de desigualdades sociais e dualidade educacional, há impasses e possibilidades para o processo de universalização da última etapa da educação básica. Como procedimento metodológico, elegeram-se as revisões bibliográfica e documental, além do levantamento de indicadores educacionais. Considera-se que o ensino médio no Pará, assim como no resto do Brasil, caminha a passos curtos para sua universalização. Entre as muitas questões relacionadas a essa etapa, destacam-se a distorção série-idade e os acentuados índices de evasão e abandono presentes no quadro da educação pública.</p>2026-03-26T14:09:29-03:00Copyright (c) 2026 Emina Santos, Sandy Coelhohttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11185O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E A EFETIVIDADE DA PROTEÇÃO JURÍDICA: UMA ANÁLISE À LUZ DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE MATERIAL2026-04-06T16:07:58-03:00Maria Fernanda Oliveira Lopeseu.maria.fol@gmail.comValdirene Cássia da Silvavaldirene.silva@catolica-to.edu.br<p>O artigo analisa a efetividade da proteção jurídica conferida às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ordenamento brasileiro, à luz do princípio da igualdade material. Partindo do reconhecimento do TEA como deficiência para todos os efeitos legais pela Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), examina-se a evolução histórica e legislativa dos direitos das pessoas com deficiência no plano internacional e nacional, com destaque para a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada com status constitucional, e para a Lei Brasileira de Inclusão. Em seguida, discute-se o princípio da igualdade material e seus desdobramentos teóricos e jurisprudenciais, evidenciando a necessidade de tratamentos diferenciados e proporcionais para compensar desvantagens estruturais. Analisa-se, ainda, a tensão entre reserva do possível e mínimo existencial, demonstrando que, no contexto do TEA, a garantia de saúde, educação inclusiva e assistência social integra o núcleo essencial dos direitos fundamentais. A pesquisa, de abordagem qualitativa, baseia-se em revisão bibliográfica, documental e jurisprudencial, concluindo que, apesar de um arcabouço normativo robusto, a concretização da igualdade material permanece limitada por barreiras institucionais, desigualdades territoriais e financiamento insuficiente, o que tem impulsionado a judicialização como via de efetivação dos direitos. Argumenta-se que apenas a combinação entre políticas públicas intersetoriais, avaliação biopsicossocial, personalização de apoios e atuação jurisdicional comprometida com a justiça distributiva é capaz de transformar a igualdade formal em inclusão real das pessoas com TEA.</p>2026-04-06T14:04:10-03:00Copyright (c) 2026 Maria Fernanda Oliveira Lopes, Valdirene Cássia da Silvahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11260PERSPECTIVAS FUTURAS DA EDUCAÇÃO NO CAMPO: OS IMPACTOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NEOLIBERAIS NA PERDA DA IDENTIDADE RURAL2026-04-06T16:08:02-03:00Keides Batista Vicenteprofkeidesueg@gmail.comGuilherme Teixeira Gomeshist.gomes@gmail.comWilliam Elias de Almeidaprofessorww7@gmail.comRenato Barros de Almeidarenatobalmeida@hotmail.com<p>O estudo analisa a educação do campo no Brasil, problematizando a influência de orientações neoliberais nas políticas educacionais que priorizam contextos urbanos e desconsideram as especificidades das comunidades rurais. Objetiva-se discutir alternativas para uma educação do campo propositiva, crítica e contextualizada, diante das diretrizes presentes na BNCC e na BNC-Formação, que não contemplam adequadamente a diversidade cultural nem estimulam a formação reflexiva dos estudantes. A metodologia baseia-se na análise de dados secundários de fontes oficiais, como o INEP, associada à revisão bibliográfica. Os resultados evidenciam o fechamento progressivo de escolas do campo, comprometendo a oferta da Educação Básica nessas áreas. Conclui-se que é necessário reconhecer a educação do campo como direito fundamental e fortalecer políticas públicas construídas de forma contínua entre Estado, comunidades e instituições de ensino, desvinculadas de interesses privados.</p>2026-04-06T14:06:08-03:00Copyright (c) 2026 Keides Batista Vicente, Guilherme Teixeira Gomes, William Elias de Almeida, Renato Barros de Almeidahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11319VOCES Y VISIONES ANTICOLONIALES EN LA EDUCACIÓN: GRITOS, GRIETAS, SIEMBRA Y COSECHA2026-04-06T16:08:09-03:00Derlis Ortiz Coroneld.ortizcoronel@unca.edu.pyRubens Lacerda de Sárubens.sa@unifesp.br<p>El presente trabajo tiene como objetivo analizar cómo la incorporación de los conceptos de gritos, grietas, siembra y cosecha pueden transformar la educación en un proceso anticolonial que empodere a las comunidades marginadas. A través de estrategias de investigación de la Metodología Arqueológica Participativa (MAP) y el Diagnóstico Rural Participativo (DRP), se destacan las grietas en el sistema hegemónico que permiten la siembra de un nuevo conocimiento basado en el diálogo y la participación comunitaria. Los resultados muestran cómo estas prácticas desafían las jerarquías tradicionales, permitiendo que la teoría y el conocimiento surjan directamente de las experiencias de los sujetos, promoviendo un cambio social equitativo. En conclusión, el artículo subraya la necesidad de un diálogo continuo y una acción conjunta para construir una educación inclusiva y justa, abriendo espacio para nuevas formas de conocimiento que reflejen y respondan a las realidades de las comunidades marginadas.</p>2026-04-06T14:08:00-03:00Copyright (c) 2026 Derlis Ortiz Coronel, Rubens Lacerda de Sáhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11336EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA NO CONTEXTO LATINOAMERICANO: CONSTRUINDO PONTES PARA O PROTAGONISMO DAS COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM2026-04-06T16:08:12-03:00Sandra Vidal Nogueirasandra.nogueira@uffs.edu.brLouise de Lira Roedel Botelholouisebotelho@uffs.edu.br<p>O presente artigo tem por objetivo abordar os fundamentos da Educação Comunitária, com ênfase nas comunidades de aprendizagem. Para tanto, realizou-se uma pesquisa documental de fonte direta e, indireta, com busca de autores da literatura, num estudo de natureza qualitativa, reflexiva e, de revisão da literatura. Baseando-se em autores como Clifford Geertz, Milton Santos e Manuel Castells fez-se a análise do perfil das experiências latinoamericanas, como as do Chile, Argentina, México, Bolívia e Brasil, demonstrando o seu potencial para fortalecer a cidadania, reduzir desigualdades e promover práticas emancipatórias. A Educação Comunitária, fortemente influenciada pela pedagogia de Paulo Freire, é apresentada como uma estratégia de transformação social, valorizando os saberes populares, o diálogo e a participação ativa dos sujeitos. O artigo conclui, assim, que a solidariedade, a cooperação e a valorização do bem comum são fundamentais para consolidar o protagonismo das comunidades, contribuindo para uma educação mais justa, inclusiva e contextualizada. </p>2026-04-06T14:10:49-03:00Copyright (c) 2026 Sandra Vidal Nogueira, Louise de Lira Roedel Botelhohttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11337LIDERANÇA ÉTICA NO ENSINO DE FARMÁCIA: O PAPEL TRANSFORMADOR DO PROFESSOR NA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS2026-04-06T16:08:14-03:00Dayvid Batista da Silva dayvid.batista@ufpe.brKarina Perrelli Randaukarina.prandau@ufpe.br<p>Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, como o professor do curso de Farmácia contribui para a formação ética e socialmente comprometida dos futuros profissionais. A pesquisa foi realizada nas bases PubMed e SciELO, entre 2015 e 2025, utilizando os descritores: “Educação em Farmácia”, “Responsabilidade Social”, “Liderança Ética”, “Formação Profissional” e “Ética na Saúde”. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados 12 artigos. A análise resultou em três categorias: (1) Integração da ética no currículo; (2) A liderança como eixo da identidade profissional; e (3) Práticas pedagógicas inovadoras. Os resultados apontam que a liderança ética docente influência no desenvolvimento de competências como empatia, responsabilidade social, julgamento moral e trabalho em equipe. A formação de lideranças éticas no ensino de Farmácia depende da articulação entre currículo, metodologias ativas e protagonismo docente, demandando um compromisso institucional com a formação integral e humanizada dos futuros profissionais.</p>2026-04-06T14:17:38-03:00Copyright (c) 2026 Dayvid Batista da Silva , Karina Perrelli Randauhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11338O COORDENADOR PEDAGÓGICO NA DEFESA DA PEDAGOGIA ANTICOLONIAL2026-04-06T16:08:18-03:00Douglas Manoel Antonio de Abreu Pestana dos Santosdouglas.pestana@unifesp.br<p>Neste artigo, o autor analisa criticamente o papel do coordenador pedagógico à luz de uma pedagogia anticolonial, compreendendo-o como agente articulador de processos formativos comprometidos com a justiça cognitiva, a equidade e o reconhecimento das múltiplas epistemologias que constituem o território escolar. A partir do diálogo entre Paulo Freire e autoras e autores como Walsh, Quijano, Mignolo e hooks, defende que a coordenação pedagógica, ao invés de restringir-se a uma função técnico-administrativa, deve configurar-se como prática insurgente capaz de tensionar a colonialidade presente no currículo, nas práticas avaliativas e nas relações escolares. A pesquisa, de natureza teórico-reflexiva, propõe o deslocamento da função coordenadora para uma ação político-pedagógica que promova a escuta das comunidades subalternizadas e a valorização de saberes historicamente deslegitimados. Assim, conclui que a coordenação anticolonial emerge como potência para reimaginar a escola como espaço de reexistência, insurgência e liberdade.</p>2026-04-06T14:20:06-03:00Copyright (c) 2026 Douglas Manoel Antonio de Abreu Pestana dos Santoshttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11339TOPOGRAFIA DA (AUTO)IDENTIDADE DOCENTE COMO AGENTE DE INCLUSÃO: INCLUÍDOS PARA INCLUIR2026-04-06T16:08:21-03:00Elkerlane Martins de Araújo Moraeselkerlane@ifto.edu.brGraziani França Claudino de Anicéziograziani@ifto.edu.br<p>Dentro do escopo das Perspectivas Críticas para Repensar a Educação e a Inclusão, o objetivo deste trabalho é refletir sobre questões relativas à ação e à (auto)identidade docente como agentes de inclusão. A partir de conceitos provenientes dos Estudos Culturais (HALL, 1997) e da noção foucaultiana de discurso, discute-se como a (auto)identidade profissional do professor pode implicar tanto uma pedagogia da autonomia e emancipação quanto implicar uma crise identitária que inviabiliza o agir docente como mecanismo de inclusão, emancipação e autonomia. Como resultado das discussões, tem-se que, não obstante os impasses sofridos pelo docente no exercício da sua profissão, a assunção de uma (auto)identidade docente em consonância com a imprescindibilidade do seu trabalho é o caminho para garantir autonomia e emancipação ao professor e seus alunos.</p>2026-04-06T15:41:19-03:00Copyright (c) 2026 Elkerlane Martins de Araújo Moraes, Graziani França Claudino de Anicéziohttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11340ENTRELAÇANDO ESCOLA E UNIVERSIDADE: POR UM TECIDO EDUCACIONAL2026-04-06T16:08:24-03:00Álvaro de Souza Maiottialvaro_maiotti@yahoo.com.brDiego Pinto de Sousadiegopsousa@hotmail.comRubens Lacerda de Sárubens.sa@unifesp.br<p>O presente artigo é resultado das reflexões que antecederam, sucederam e ocorreram durante o encontro intitulado “Ateliê — Escola & Universidade: Relatos de experiência docente e pesquisas na educação básica na educação básica que faz e acontece”, que integrou a programação da III Jornada de Educação Docente, realizada entre os dias 7 e 9 de março de 2024 no campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O objetivo do encontro foi discutir os desafios experienciados pelos docentes da educação básica na escola e as possíveis soluções, considerando as perguntas geradoras disponibilizadas no formulário de inscrição do evento, as respostas dos participantes a essas perguntas, bem como os relatos de experiência produzidos pelos participantes e apresentados na ocasião. O escopo do artigo é compor um tecido educacional que evidencie a importância do entrelaçamento entre universidade e escola no que concerne à educação continuada dos docentes da educação básica e sua atuação, e à pertinência das pesquisas desenvolvidas na universidade sobre a escola para todos os que convivem e interagem neste ambiente.</p>2026-04-06T15:43:53-03:00Copyright (c) https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11343MIGRANTE, ESCOLA E UMA EXPERIÊNCIA DE ESCUTA2026-04-06T16:08:27-03:00Ana Carlota Vieira Nieroanacarlota.niero@gmail.comRosemeire Rodrigues de Oliveirarosemeire.rodrigues@unifesp.brRubens Lacerda de Sárubens.sa@unifesp.br<p>Considerando o crescente fluxo migratório Sul-Sul, com destaque para famílias bolivianas e haitianas em Francisco Morato, percebe-se que a escola ainda reproduz práticas excludentes e desumanizadoras, distanciando educadores e famílias migrantes. Desta maneira, objetiva-se refletir sobre a escola como espaço de escuta e inclusão, ressignificando a diferença e a língua como pontes para o pertencimento. Para tanto, procede-se a encontros dialógicos entre professores, gestores e famílias migrantes, a partir do arcabouço teórico de Paulo Freire, Silvia Orrú, Enrique Dussel, Donatella Di Cesare e outros. Portanto, as análises apontam para resistências institucionais, mas também para possibilidades de diálogo crítico. Conclui-se que práticas pedagógicas de escuta, cuidado e plurilinguismo fortalecem a educação democrática. Destarte, a contribuição oferecida é a proposição de uma pedagogia do encontro que reconheça a diferença como fundamento da convivência e da transformação social.</p>2026-04-06T15:45:33-03:00Copyright (c) 2026 Ana Carlota Vieira Niero, Rosemeire Rodrigues de Oliveira, Rubens Lacerda de Sáhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11049SAETO: ANÁLISE DOS DESCRITORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL2026-04-06T16:08:30-03:00Liliane Scarpin S. Storniololiliane.ss@unitins.brKyldes Batista Vicentekyldes.bv@unitins.brMaria Socorro da Silvasocorrosilvapalmas@gmail.comLeandro Dias de Oliveiraleandro.do@unitins.br<p>O estudo teve como objetivo primário analisar o desempenho dos estudantes nos descritores da avaliação do Sistema de Avaliação do Tocantins (Saeto) de Língua Portuguesa de 2024, comparando esses resultados com os obtidos em 2015, visando avaliar a evolução das habilidades de leitura e escrita ao longo de nove anos e sugerir ações de melhoria. A pesquisa foi conduzida como um estudo qualitativo, utilizando a análise documental dos descritores da prova de 2015 e 2024, baseada em dados públicos fornecidos pela Secretaria Estadual de Educação do Tocantins (Seduc/TO). Nos anos analisados (2015 e 2024), a metodologia de avaliação em larga escala utilizada foi a Teoria de Resposta ao Item (TRI). A análise comparativa demonstrou uma melhora considerável no desempenho geral dos estudantes em 2024, com todos os descritores analisados superando 50% de acertos. Os avanços mais expressivos foram notados na inferência de informação implícita, e na identificação do tema do texto. Entretanto, identificou-se que o progresso foi limitado em áreas críticas do processamento textual: Sugere-se que abordagens metodológicas específicas, como a manipulação de conectivos e a criação de diagramas de fluxo, são necessárias para aprimorar o processamento textual e promover a ampliação dos letramentos.</p> <p> </p>2026-04-06T15:48:35-03:00Copyright (c) 2026 Liliane Scarpin S. Storniolo, Kyldes Batista Vicente, Maria Socorro da Silva, Leandro Dias de Oliveirahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11342LEITURA E ESCRITA DE FANFICTIONS COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA: NARRATIVAS, SENSIBILIDADES E PROTAGONISMOS2026-04-06T16:08:33-03:00Moisés Carlos de Amorimmoisescarmorim@hotmail.com<p>Este artigo parte de uma pesquisa-ação que busca investigar a leitura reconfigurada pela produção de fanfictions como atividade pedagógica, realizada por estudantes de ensino fundamental. Utilizou-se a teoria dialógica de Mikhail Bakhtin como instrumento analítico, o conceito de cultura participatória de Henry Jenkins e as concepções críticas de bell hooks e Paulo Freire sobre educação, que reconhecem na experiência docente o caminho para a construção da democracia, da igualdade, da cidadania e da justiça social. Como resultado da atividade prática em sala de aula, foram evidenciados indícios sobre o protagonismo e a sensibilidade juvenil no processo de criação das fanfictions.</p>2026-04-06T15:50:18-03:00Copyright (c) 2026 Moisés Carlos de Amorimhttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/9934ANÁLISE DAS PRODUÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-192026-04-06T16:08:35-03:00Rodrigo Gomesrodrig.gms@gmail.comValdir Lamim Guedes Juniorlamimguedes@gmail.comLucia Ceccato de Limaprof.lucia@uniplaclages.edu.br<p>Neste trabalho apresenta-se uma análise das produções sobre educação e matemática durante a pandemia da Covid-19. A pandemia afetou significativamente a vida da sociedade, impactando diretamente a educação, já que as aulas presenciais migraram para o ensino remoto emergencial. Determinamos como metodologia a pesquisa qualitativa, sendo realizado uma análise bibliográfica em dissertações e teses sobre como se procedeu o ensino remoto emergencial, as práticas docentes e o uso de tecnologias digitais, a fim de verificar o desempenho dos estudantes, além da formação dos professores quanto ao uso das ferramentas tecnológicas para as aulas remotas. A análise e os resultados constatam que houve uma adaptação significativa no cotidiano dos professores e estudantes, sendo que diversos desafios precisaram ser superados. Além disso, o trabalho aborda como os educadores estão lidando com as mudanças causadas pela pandemia e quais estratégias foram utilizadas para manter as atividades educacionais durante o período de isolamento.</p>2026-04-06T15:52:24-03:00Copyright (c) 2026 Rodrigo Gomes, Valdir Lamim Guedes Junior, Lucia Ceccato de Limahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/11158A LEI Nº 10.216/2001 E A TRANSFORMAÇÃO DO TRATAMENTO JURÍDICO DAS QUESTÕES RELACIONADAS À SAÚDE MENTAL NO BRASIL: INTERFACES ENTRE O DIREITO, ATENÇÃO PSICOSSOCIAL E A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO NA REFORMA PSIQUIÁTRICA2026-04-06T16:08:41-03:00Deilton Alves Monteirocidadaodoceu10@hotmail.comValdirene Cássia da Silvavaldirene.silva@catolica-to.edu.br<p>O tratamento das pessoas com transtornos mentais no Brasil carrega, em sua história, marcas de exclusão, negação de direitos e práticas de violência institucional. Este trabalho analisa, em perspectiva jurídica e histórica, as transformações ocorridas na política de saúde mental, enfatizando os rumos tomados a partir da Lei nº 10.216/2001, como ponto central da Reforma Psiquiátrica e da política antimanicomial. A pesquisa examina a contribuição desse modelo para a proteção dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais, incluindo aquelas em conflito com a lei. Metodologicamente, utiliza-se uma abordagem qualitativa, com método histórico-jurídico e análise de leis e documentos. Observam-se avanços importantes na garantia de direitos, mas, por outro lado, revelam-se contradições entre o sistema de justiça criminal e as políticas de saúde mental, evidenciando a importância da integração institucional e da humanização do cuidado. Conclui-se que a transformação do tratamento jurídico das questões relacionadas à saúde mental no Brasil ainda depende de mudanças estruturais, culturais e jurídicas para seu pleno desenvolvimento e efetivação.</p>2026-04-06T15:53:55-03:00Copyright (c) 2026 Deilton Alves Monteiro, Valdirene Cássia da Silvahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/10377INTEGRAÇÃO DE COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS E HABILIDADES PROFISSIONAIS CONTEMPORÂNEAS NA FORMAÇÃO DE JOVENS EM TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA2026-04-06T16:08:44-03:00Adriano Santos de Fariasadrianofariaas@gmail.comKélin Aparecida da Silvakelin.silva@atitus.edu.br<p>A transição para a vida adulta é uma fase repleta de desafios, intensificada pelo excesso de informações que podem gerar ansiedade nos jovens. As competências emocionais, como autoconhecimento e empatia, são cruciais para facilitar esse processo, enquanto habilidades profissionais contemporâneas, como comunicação e resolução de problemas, são valorizadas no mercado de trabalho. Este relato descreve uma intervenção de estágio de núcleo comum em Psicologia no qual ofereceu-se uma formação para preparar jovens adultos. Descrevem-se as observações do estagiário durante a implementação das atividades. Desta forma, são descritas novas oportunidades para a atuação do psicólogo e a importância de considerar a individualidade dos participantes no planejamento de ações.</p>2026-04-06T16:00:28-03:00Copyright (c) 2026 Adriano Santos de Farias, Kélin Aparecida da Silvahttps://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/9913UMA AÇÃO AFIRMATIVA MULTIDISCIPLINAR REALIZADA POR MEIO DA TÉCNICA WORLD CAFÉ: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NO ENSINO SUPERIOR 2026-04-06T16:08:47-03:00Marlei Rebouças Ferreiramrferreira.egq@uesc.brMarlúbia Corrêa de Paulamcpaula@uesc.brTania Maria de Brito e Silvatania@uesc.br<p>Este relato de experiência objetiva descrever uma ação afirmativa multidisciplinar para ocorrência de uma experiência pedagógica no Ensino Superior, a partir do estudo sobre os conteúdos de geometria analítica dentro de um arranjo FQB [Física x Química x Biologia] utilizando a técnica <em>World</em> café, específica para uma ação multidisciplinar e afirmativa da Matemática com as ciências. O processo da ação afirmativa multidisciplinar fez uso de uma aprendizagem distribuída integrando Laboratórios Didáticos Virtuais. Os conteúdos foram selecionados a partir do ementário na disciplina de Química orgânica sobre conceitos de energia, velocidade e mecanismos das reações e efeitos na geometria das moléculas. Como resultados, observou-se a formação dos conjuntos de ideias do assunto, o que permitiu a construção de três arranjos de conteúdos denominados de trinômio FQB sendo: FQ Físicas <em>versus</em> Química]; FB [Física <em>versus</em> Biologia] e BQ [Biologia <em>versus</em> Química].</p>2026-04-06T16:02:09-03:00Copyright (c) 2026 Marlei Rebouças Ferreira, Marlúbia Corrêa de Paula, Tania Maria de Brito e Silva