IMPRENSA HEGEMÔNICA, RAÇA E GÊNERO: A INDICAÇÃO DE UMA MINISTRA NEGRA PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) E A ATUAÇÃO DE JANJA

Auteur/ices

Mots-clés :

Imprensa Hegemônica. Janja. Ministra Negra. Representação de Grupos. Antipetismo.

Résumé

O presente trabalho busca analisar como a imprensa hegemônica brasileira está atuando no terceiro mandato do governo Lula, a partir de dois temas: a indicação de uma ministra negra para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a atuação da primeira-dama Janja. Para tal, foram coletadas postagens/posts na rede social “X” (antigo Twitter) de alguns veículos jornalísticos tradicionais. Todas as postagens foram analisadas a partir da Teoria do Agendamento (agenda-setting).  Em termos gerais, a imprensa brasileira é contraditória ao tratar da representação de grupos em cargos de poder, pois critica a atuação de Janja, o que demonstra a atuação que a imprensa exerce na reprodução de estereótipos de gênero, mas ao mesmo tempo, pressiona o governo para indicar uma mulher negra para o STF, uma pauta progressista. Entretanto, o objetivo dessas duas atuações jornalísticas é moldar a opinião pública, e, dessa forma, fomentar o antipetismo, ainda que de maneira controversa.

Biographies des auteurs

  • Ana Paula dos Santos, Universidade Federal do Tocantins (UFT)

    Graduada em Sociologia (UNIJUI), Mestra em Comunicação e Sociedade (UFT) e Doutoranda em Educação na Amazônia (UFT). Coordenadora de Desenvolvimento Estratégico da Universidade Federal do Tocantins (UFT). 

  • Francilazaro Santos Duarte, Universidade de Brasília (UnB)

    Graduando em História pela Universidade de Brasília (UnB) – Campus Darcy Ribeiro.

  • Lorenzo dos Santos Konageski, Universidade de Brasília (UnB)

    Graduando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) – Campus Darcy Ribeiro.

  • Luana Ainoã Viana de Souza, Universidade de Brasília (UnB)

    Graduanda em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) – Campus Darcy Ribeiro.

Références

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Publiée

2025-01-24