A APROPRIAÇÃO DA CULTURA DIGITAL POR PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO COMPARADO ENTRE ESCOLAS DA REDE PÚBLICA E PRIVADA

Autores/as

Palabras clave:

Tecnologia. Educação Infantil. Instrumentos Didáticos. Formação Continuada.

Resumen

A sociedade contemporânea está imersa nas tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDICs). Essa realidade se amplia para o contato da criança com as mídias e tecnologias que ocorre desde cedo, sendo fundamental a mediação de um adulto sobre as escolhas e formas de uso dessas ferramentas. Nesse sentido, essa pesquisa objetivou compreender o papel das TDICs como instrumentos didáticos na etapa da Educação Infantil. O estudo é de base quali-quanti, com proposição de estudo de caso comparado. Os sujeitos da pesquisa compreendem professores e profissionais da área de informática de escolas públicas e privadas do município de Vitória- ES. Por intermédio do estudo proposto, salienta-se que a nova realidade cibernética exige dos profissionais uma qualificação adequada e manejo das tecnologias, considerando a aplicabilidade da informática no contexto educacional. Ademais, a falta de uma formação continuada na prática docente também pode estar alijada à baixa utilização das novas ferramentas digitais. Por fim, ressaltamos que a tecnologia associada à ludicidade pode constituir-se uma associação potente e fundamental ao desenvolvimento da imaginação e da criação na Educação Infantil, construindo modos de ensinar e aprender mais críticos, investigativos, conscientes e coparticipativos.

Biografía del autor/a

  • Michell Pedruzzi Mendes Araújo, Universidade Federal de Goiás

    Doutor em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás. 

  • Rafaela Xavier Azevedo Gomes, Faculdade Multivix/ES

    Licenciada em Pedagogia pela Faculdade São Geraldo - FSG/ Faculdade Multivix. Professora da Educação Básica da rede privada do Espírito Santo. 

  • Rita Barcelos da Silva, Faculdade Vale do Cricaré - São Mateus/ES

    Mestra em Ciência, Tecnologia e Educação pela Faculdade Vale do Cricaré - São Mateus/ES. Professora da Educação Básica - Prefeitura de Vila Velha e Rede Estadual do Espírito Santo. 

Referencias

ALMEIDA, Maria Elizabeth de; ProInfo: Informática e Formação de Professores – Vol. 1; Brasília: MEC/ Secretaria de Educação à Distância –, 2000.

ALVES, Lynn. Relações entre jogos digitais e aprendizagem: delineando percurso. Educação, Formação & Tecnologias, v.1, n. 2; p. 3-10. 2008. Disponível em: < file:///C:/Users/Master/Downloads/58-320-1-PB.pdf>. Acesso em: 15 out. 2019.

ARIÈS, P. História social da criança e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981.

BANNELL, Ralph Ings et al. Educação no Século XXI: cognição, tecnologias e aprendizagens. Petrópolis, RJ: Vozes; Rio de Janeiro: Editora PUC, 2016.

BARBOSA, Gilvana Costa et al. Tecnologias digitais: possibilidades e desafios na educação infantil. In: XI Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, 2014, Florianópolis/SC. Anais eletrônicos... Disponível em: <http://esud2014.nute.ufsc.br/anais-esud2014/files/pdf/128152.pdf> Acesso em: 26 out. 2019.

BARTLETT, L.; VAVRUS, F. Estudos de caso comparado. Educ. Real., v. 42, n. 4, p. 899-920, 2017.

BONA, Viviane de. Tecnologia e infância: ser criança na contemporaneidade. 2010. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2010.

BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente. 1990. Disponível em: <http://www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/camara/estatuto_crianca_adolescente_9ed.pdf> Acesso em: 17 set. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, MEC/SEB, 2017.

CHASSOT, A. Alfabetização Científica - Questões e Desafios para a Educação. Ijuí: Editora Unijuí, 2006.

GERRING, J. What is a case study and what is it good for? American Political Science Review, v. 98, n. 2, p. 341-354, 2004.

MINAYO, M. C. S; SANCHES, O. Quantitativo-qualitativo: oposição ou complementaridade? Cadernos de Saúde Pública, v. 9, n. 3, p. 239-262, 1993.

MORAN, José Manoel. As mídias na educação. 3º Ed. São Paulo: Paulinas, 2007. p.162-166. Disponível em:< http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/midias_educ.pdf>. Acesso em: 17 set. 2019.

MORAN, J. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, L.; MORAN, J. (org.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teorico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa; KRAMER, Sonia. Contemporaneidade, educação e tecnologia. Educ. Soc. Campinas, v. 28, n. 100, p. 1037 1057, out. 2007. Disponível em <https://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1928100.pdf>. Acesso em 09 ago. 2020. https://doi.org/10.1590/S0101 73302007000300019.

PRENSKY, Marc. Nativos Digitais, Imigrantes Digitais. De On the Horizon NCB University Press, v. 9, n. 5, 2001. Traduzido por Roberta de Moraes Jesus de Souza. Disponível em: <http://poetadasmoreninhas.pbworks.com/w/file/fetch/60222961/Prensky%20-%20Imigrantes%20e%20nativos%20digitais.pdf>. Acesso em 23 de agosto de 2020.

SENNA, C. M. P. C.; MORAIS, S. P. de.; ROSA, D. Z.; FERNANDEZ, A. A. Metodologias ativas de aprendizagem: elaboração de roteiros de estudos em “salas sem paredes”. In: BACICH, L.; MORAN, J. (org.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teorico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

SILVA, R. B.; ARAÚJO, M. P. M.; DONA, L. S. L.; BOF, R. D. A influência das Redes Sociais no discurso do sujeito da Pós-modernidade: O dialogismo das relações que se instauram entre enunciados. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 2, p. 79-90, 2020.

SOUZA, K. R.; KERBAUY, M. T. M. Abordagem quanti-qualitativa: superação da dicotomia quantitativa-qualitativa na pesquisa em educação. Educação e Filosofia, v. 31, n. 61, p. 21-44, 2017.

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação. Ed. Érica Ltda. 8ª ed. São Paulo: Érica, 2011.

VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

Publicado

2021-04-14