POTENCIAL ANTIBACTERIANO DE EXTRATOS DE Xylopia aromatica, Allium cepa E Allium sativum NO CONTROLE DA MANCHA-CEROSA (Pseudomonas cichorii) EM ALFACE
DOI:
https://doi.org/10.36725/agries.v12i3.12092Palavras-chave:
Annonaceae, Extratos vegetais, Mancha-cerosa, Resposta bifásicaResumo
O trabalho avaliou o potencial antimicrobiano in vitro dos extratos aquosos de Envira, alho e cebola sobre o crescimento de Pseudomonas cichorii, agente causal da mancha-cerosa da alface (Lactuca sativa L.). O delineamento foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 × 8 (três extratos e oito concentrações: 0, 100, 200, 500, 1.000, 2.000, 5.000 e 10.000 mg L⁻¹), com quatro repetições. O crescimento bacteriano foi estimado por turbidimetria a 600 nm, após 24 h de incubação a 28 °C. O extrato de Envira apresentou o perfil mais favorável, com inibição dependente da dose, ausência de estímulo ao crescimento em todas as concentrações testadas e platô de inibição a partir de 2.000 mg L⁻¹, sem diferença estatística entre 2.000, 5.000 e 10.000 mg L⁻¹. O extrato de alho atingiu a maior inibição observada, porém com resposta bifásica compatível com possível hormese, com estímulo ao crescimento de 11,0% e 5,1% em 100 e 200 mg L⁻¹, respectivamente. O extrato de cebola teve o menor desempenho, com inibição máxima de apenas 11,8% em 10.000 mg L⁻¹. Nenhum dos extratos atingiu 50% de inibição na faixa avaliada, de modo que a EC₅₀ não foi determinada; o parâmetro de meia-resposta do modelo log-logístico de quatro parâmetros corresponde a inibições de aproximadamente 21% a 24%, e a CE₂₅ interpolada foi de cerca de 1.470 e 1.810 mg L⁻¹, respectivamente. A análise de variância indicou efeito significativo de extrato, concentração e da interação (p < 0,0001), com a dose respondendo por 64,7% da variação total, a interação por 25,3% e o extrato por 8,6%, com R² de 0,60 a 0,92. Conclui-se que o extrato de Envira é o candidato mais promissor para investigação no controle da doença, seguido do alho, enquanto a cebola apresentou baixo potencial.
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