AGRI-ENVIRONMENTAL SCIENCES
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<p>A Revista Agri-Environmental Sciences (AGRIES) é um periódico gratuito de divulgação científica, com Qualis B2 e tem como enfoque a divulgação de pesquisas científicas na área principal de Ciências Agrárias, que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil. </p>Universidade Estadual do Tocantinspt-BRAGRI-ENVIRONMENTAL SCIENCES2525-4804<p><strong>Direitos autorais</strong></p> <p>Após a aceitação de um artigo, os autores serão convidados a preencher um formulário de " licença exclusiva” que permitirá a divulgação do artigo na forma de acesso aberto. Para podermos fazer o trabalho de publicação e divulgação do artigo de pesquisa precisamos dos direitos para publicação. Para artigos de acesso aberto, usamos um acordo exclusivo de licenciamento em que os autores mantêm os direitos autorais em/de seu artigo.</p> <p>Neste acordo os autores mantêm direitos sobre:</p> <p>-Patentes e outros direitos de propriedade intelectual no artigo</p> <p>-O direito de crédito para o trabalho publicado</p> <p> </p> <p><strong>Política de Acesso </strong></p> <p>Os artigos pulicados nesta revista são de acesso aberto, devem ser compartilhados livremente desde que a fonte e seus autores sejam citados de maneira adequada, visando à preservação dos direitos autorais e propriedade intelectual. Os trabalhos publicados na revista serão simultaneamente licenciados sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons Attribution License</a> (<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR">CC BY-NC-ND</a>), permitindo o compartilhamento do artigo com reconhecimento da autoria do trabalho e da publicação inicial nesta revista.</p>AVALIAÇÃO DE DOIS SUBSTRATOS NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DE MUDAS DE Clitoria ternatea L.
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11188
<p>A <em>Clitoria ternatea</em> L., conhecida como fada azul, é uma leguminosa de interesse crescente no mercado devido às suas flores ricas em antocianinas, amplamente utilizadas como corante natural e em produtos alimentícios funcionais. Apesar do seu potencial econômico, ainda são escassos os estudos sobre a produção de mudas da espécie. Diante desse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a germinação de <em>C. ternatea</em> em diferentes substratos para a produção de mudas, visando fornecer bases técnicas para alternativas sustentáveis e economicamente viáveis na agricultura familiar. A comparação entre dois tipos de substratos possibilita identificar materiais mais eficientes para uso em viveiros, contribuindo para a padronização de mudas e para maior eficiência produtiva. O experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado (DIC), composto por dois tratamentos (espuma fenólica e vermiculita de granulometria média mais substrato comercial para a formação de mudas) e quatro repetições, totalizando 8 unidades experimentais. Cada unidade experimental continha 15 sementes, perfazendo um total de 120 sementes. As variáveis avaliadas foram emergência, altura, número de folhas e comprimento de raiz. Nas condições avaliadas, os tratamentos testados proporcionaram respostas muito semelhantes no desenvolvimento inicial das plântulas. A emergência, a altura, o número de folhas e o crescimento radicular não foram afetados pelos diferentes substratos, indicando que a espécie manteve desempenho uniforme independentemente das variações impostas. Isso ocorre porque, na fase inicial, o crescimento da planta depende principalmente das reservas da semente, o que reduz a influência de fatores externos. Assim, ambos os tratamentos foram igualmente eficientes para o estabelecimento das plântulas, demonstrando que a espécie apresenta boa adaptação e estabilidade no início do desenvolvimento, mesmo sob condições de cultivo distintas.</p>Vitória Almeida de MirandaJuliana Maria de PaulaGeovanna Teixeira Oliveira
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2026-05-112026-05-111227710.36725/agries.v12i2.11188DESEMPENHO AGRONÔMICO DO MILHO CONSORCIADO COM BRAQUIÁRIA EM RESPOSTA A DOSES PARCELADAS DE FERTILIZANTE FOLIAR À BASE DE POLISSULFETO DE CÁLCIO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11349
<p>Objetivou-se avaliar o efeito de doses e parcelamentos de aplicação foliar de polissulfeto de cálcio (PDC) sobre caracteres agronômicos do milho safrinha (<em>Zea mays L.</em>) consorciado com braquiária (<em>Urochloa ruziziensis</em>). A avaliação desse insumo torna-se relevante pela escassez de informações sobre o uso de polissulfeto de cálcio em milho safrinha consorciado com braquiária, especialmente quanto aos seus possíveis reflexos sobre o desempenho agronômico da cultura. O experimento foi conduzido a campo, em área de consórcio milho-braquiária, em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 × 2, com quatro repetições. Os tratamentos resultaram da combinação de cinco doses de PDC (0, 2, 4, 6 e 8 L ha⁻¹) e dois esquemas de parcelamento (três ou quatro aplicações). A semeadura foi realizada em 08/02/2025, utilizando-se o híbrido MG593PWU, em espaçamento de 0,45 m, enquanto a braquiária foi semeada a lanço por ocasião da semeadura do milho. As pulverizações foram realizadas com pulverizador costal pressurizado por CO₂, com início no estádio fenológico V3 da cultura do milho, em intervalos de 15 dias, no esquema com três aplicações, e de 12 dias, no esquema com quatro aplicações. A colheita e as avaliações foram realizadas em 02/07/2025. Avaliaram-se altura de plantas (AP), diâmetro do colmo (DC), número de fileiras por espiga (NFE), número de grãos por fileira (NGF), massa de cem grãos (MCG) e produtividade de grãos (PG). Não houve efeito significativo das doses, dos parcelamentos ou da interação entre os fatores para nenhuma das variáveis avaliadas. As médias observadas foram: PG = 5,13 Mg ha⁻¹, AP = 1,92 m, DC = 20,78 mm, NFE = 15,32, NGF = 30,24 e MCG = 38,44 g. Conclui-se que, nas condições deste estudo, a aplicação foliar de PDC, nas doses e nos esquemas de parcelamento avaliados, não alterou o desempenho agronômico do milho safrinha consorciado com braquiária-ruziziensis (<em>Urochloa ruziziensis</em>).</p>Murilo Fuentes PellosoJaime Simão Ozório JuniorArthur Almenara Rosendo
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2026-05-112026-05-111229910.36725/agries.v12i2.11349CASUÍSTICA DE ATENDIMENTOS DE CÃES E GATOS DA CLÍNICA VETERINÁRIA DO UNICATÓLICA, PALMAS, TOCANTINS
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11405
<p>O conhecimento do perfil dos atendimentos em cães e gatos é fundamental para compreender a ocorrência das doenças, sua distribuição e os meios de prevenção e controle. Para tanto, o estudo é um levantamento casuístico dos atendimentos veterinários desses animais no ano de 2024 na Clínica Veterinária do Centro Universitário Católica do Tocantins (Unicatólica), localizada na cidade de Palmas, Estado do Tocantins, Brasil. Do prontuário clínico, foram coletados 258 dados de atendimentos referentes a espécie, raça, sexo, idade, sinais clínicos e diagnóstico e, posteriormente, organizados em planilha de acordo com a especialidade médica acometida (dermatológica, digestória, oftalmológica, oncológica, ortopédica, infecciosa, reprodutiva, respiratória e urinária). Os dados foram submetidos à análise descritiva. Dos 258 atendimentos, 232 (89,92%) foram caninos e 26 (10,08%) felinos. Entre os cães, 121 (46,90%) foram sem raça definida (SRD) em cães e gatos. Entre os felinos, 25 (9,7%) foram SRD e 1 (0,39%) da raça Siamês. A maior prevalência de atendimentos foi observada na especialidade reprodutiva, representando 36,4% (94/258) dos casos, tendo a esterilização cirúrgica como principal procedimento realizado. Em seguida, destacou-se a infectologia, com 20,5% (53/258) dos atendimentos, sendo a leishmaniose visceral canina a enfermidade de maior casuística nessa área. Comprovamos que as afecções reprodutivas e infecciosas foram as especialidades médicas mais comuns no atendimento de cães e gatos na rotina clínica. Tais achados evidenciam a importância do perfil dos atendimentos veterinários e podem auxiliar programas sanitários preventivos à população de cães e gatos no Estado.</p>Maria Eduarda Moura TavaresVitória Regina Becker ZeiserJuliana de Souza Pinto Pieroni Peter Gaberz KirschnikBenta Natânia Silva Figueiredo
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2026-05-112026-05-11122101010.36725/agries.v12i2.11405DESENVOLVIMENTO DE MASSAS FRESCAS SEM GLÚTEN ENRIQUECIDAS COM POLPA DE MICROVERDES DE AGRIÃO: ASPECTOS TECNOLÓGICOS E POTENCIAL SUSTENTÁVEL
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11424
<p>Este estudo teve como objetivo desenvolver e caracterizar massas frescas sem glúten enriquecidas com polpa de microverde de agrião (<em>Eruca sativa L</em>.), buscando agregar valor nutricional e tecnológico ao produto, além de promover a valorização da biodiversidade e o desenvolvimento regional sustentável. Foram preparadas seis formulações de massas, utilizando farinhas de trigo, mandioca e arroz, com e sem adição da polpa de microverdes. O cultivo dos microverdes foi realizado em ambiente controlado e a polpa obtida foi incorporada nas formulações. As massas foram avaliadas quanto ao índice de cocção, umidade e pH. Os resultados indicaram que as formulações com farinha de mandioca apresentaram maior índice de cocção e umidade, evidenciando maior absorção de água. A adição da polpa de microverdes elevou o pH das massas, provavelmente devido à acidez da polpa vegetal. A maioria das formulações permaneceu dentro dos padrões estabelecidos para massas frescas, com exceção da umidade nas formulações com farinha de mandioca, que sugerem necessidade de ajustes no processamento. A inclusão dos microverdes demonstrou potencial para melhorar o perfil tecnológico das massas sem glúten, ao mesmo tempo que contribui para a sustentabilidade do agronegócio regional por meio do aproveitamento de hortaliças de ciclo curto. Este estudo apresenta uma alternativa inovadora para o desenvolvimento de produtos funcionais destinados a consumidores com restrição ao glúten, alinhando saúde, biodiversidade e produção regional.</p>Beatriz do Carmo SouzaJoão Marcelo Neves Cabral AlmeidaBruno Iaworski de SenaRaquel Aparecida LossKethelin Cristine Laurindo ChiossiSumaya Ferreira Guedes
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2026-05-112026-05-111227710.36725/agries.v12i2.11424EFEITO DA DENSIDADE DE ALOJAMENTO NO COMPORTAMENTO DE POEDEIRAS NA FASE DE RECRIA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11442
<p>O estudo foi conduzido em agosto de 2025 no Biotério de Avicultura do IFTO - Campus Dianópolis, com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes densidades de alojamento sobre o comportamento de poedeiras Rhode Island Red. Foram utilizadas 80 aves, distribuídas em delineamento em blocos casualizados, tendo como tratamentos quatro densidades de alojamento (2, 4, 6 e 8 aves m<sup>-2</sup>), com duas repetições. A avaliação comportamental foi realizada por amostragem instantânea a cada 10 minutos nos dias 14, 21 e 28 de agosto, totalizando 36 horas de observação. Os comportamentos avaliados foram: comer, beber, ciscar, explorar penas, ócio e permanecer sentada. Não houve efeito significativo dos tratamentos sobre os comportamentos analisados (P > 0,05), indicando que as aves se adaptaram às condições testadas. Os resultados demonstram que, sob manejo adequado e acesso equitativo aos recursos, as densidades avaliadas não comprometem a expressão dos comportamentos naturais nem o bem-estar comportamental das aves.</p>Beatriz Carvalho da SilvaRafael Pereira BarrosMatilde Bispo dos Santos Camila Rodrigues Kraweckyi Patrícia Rodrigues Malheiro Taciana de Melo Fernandes
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2026-05-112026-05-111227710.36725/agries.v12i2.11442ANÁLISE DA ACEITABILIDADE E DA INTENÇÃO DE COMPRA DE UM PÃO DE MEL REDUZIDO EM AÇÚCAR FEITO COM JATOBÁ E CUPUAÇU
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11546
<p>O Cerrado brasileiro abriga ampla diversidade de frutos com elevado valor nutricional e potencial para o desenvolvimento de produtos alimentícios inovadores e sustentáveis, cuja utilização pode favorecer a aceitabilidade de novos produtos. Este estudo teve como objetivo avaliar a aceitabilidade sensorial e a intenção de compra de um pão de mel reduzido em açúcar, elaborado com frutos do Cerrado, além de discutir rotulagem nutricional e comportamento do consumidor frente a novos produtos alimentícios. A pesquisa tem caráter exploratório e quantitativo que incluiu o desenvolvimento do produto, análise microbiológica e teste sensorial utilizando escalas hedônicas de aceitação e intenção de compra. Os resultados indicaram boa aceitação sensorial (acima de 70%), alta intenção de compra (79,8%), além de demonstrarem que a utilização de frutos do Cerrado contribui para o aproveitamento sustentável da biodiversidade e a valorização socioeconômica local. Conclui-se que o pão de mel desenvolvido apresenta viabilidade tecnológica, sensorial e mercadológica, podendo ser uma alternativa saudável e inovadora para o consumo e valorização dos frutos do Cerrado.</p>Leticia da Costa MatosIzadora Machado CapelettiNádia Maria Teixeira CunhaRafaela Julyana Barboza Devos
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2026-05-112026-05-11122111110.36725/agries.v12i2.11546DESENVOLVIMENTO MORFOLÓGICO DE CULTIVARES DE SOJA SOB LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11575
<p>A disponibilidade hídrica exerce influência direta sobre o crescimento e o desenvolvimento da soja, especialmente durante o período reprodutivo, quando a cultura se torna mais sensível à restrição de água. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar as características morfológicas de seis cultivares de soja submetidas a duas condições de disponibilidade hídrica. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, no município de Cuiabá, MT, no primeiro semestre de 2021. Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial 6 × 2, composto por seis genótipos de soja (TMG 4182, RSF 80I79, NS 6906 IPRO, DM 82I78 IPRO, NK 7201 IPRO e TMG 2776 IPRO) e duas lâminas de irrigação (400 e 200 mm), com 12 repetições. O déficit hídrico foi imposto a partir do estádio R1 e mantido até R8. Avaliaram-se altura de plantas, comprimento de raízes, massa fresca e massa seca. Os dados foram submetidos à análise de variância (5%) e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A redução da disponibilidade hídrica promoveu diminuição da altura de plantas, evidenciando efeito negativo da restrição hídrica sobre o crescimento da parte aérea. RSF 80I79 e TMG 2776 IPRO apresentaram as maiores médias de altura sob a menor lâmina, enquanto DM 82I78 IPRO destacou-se para comprimento de raízes, massa fresca e massa seca. NK 7201 IPRO apresentou os menores valores para a maior parte das variáveis avaliadas. Os resultados evidenciam variabilidade entre cultivares quanto à resposta ao déficit hídrico, indicando potencial de uso dessas informações na escolha de materiais mais adaptados a condições de menor disponibilidade de água.</p>Murilo Fuentes PellosoArhur Almenara RosendoRafhael Felipin AzevedoValvenarg Pereira da SilvaJoslanny Higino Vieira
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2026-05-112026-05-111229910.36725/agries.v12i2.11575SECAGEM DE UVA EM LEITO DE ESPUMA: ANÁLISE DE PARÂMETROS CINÉTICOS E MODELAGEM MATEMÁTICA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11576
<p>A secagem em camada de espuma (foam-mat drying) é uma técnica amplamente utilizada para a obtenção de produtos alimentícios em pó, especialmente quando aplicada a produtos com alto teor de açúcares, como frutas tropicais. Este trabalho teve como objetivo analisar o processo de secagem em camada de espuma da uva BRS Vitória, avaliando a formação da espuma, o comportamento da cinética de secagem e o ajuste de modelos matemáticos aos dados experimentais. A espuma foi produzida com formulações contendo Emustab, maltodextrina e agentes auxiliares, sendo caracterizada quanto à estabilidade, uniformidade e viabilidade para secagem. As curvas de secagem apresentaram perfil típico de materiais higroscópicos, com predominância da fase de taxa decrescente, comportamento associado à formação de uma camada superficial viscosa que limita a difusão interna de umidade. Diversos modelos matemáticos foram testados, destacando-se os modelos de Page e Midilli & Kucuk, que mostraram excelente desempenho nas três temperaturas avaliadas, com coeficientes de determinação (R²) superiores a 0,997. O modelo de Page apresentou o melhor ajuste nas condições mais elevadas de temperatura, capturando de forma eficiente as mudanças estruturais da matriz durante o processo. Os resultados obtidos demonstram que a formulação selecionada e as condições aplicadas foram adequadas para a produção de pó de uva por foam-mat drying, reforçando a eficiência da técnica para a obtenção de produtos estáveis, com baixa higroscopicidade e adequados para armazenamento e futuras aplicações tecnológicas. O estudo contribui para o avanço do processamento de uvas e amplia o conhecimento sobre a aplicação de modelos matemáticos na representação da cinética de secagem em frutas ricas em açúcares.</p>Lorraini Rodrigues da SilvaAna Lazara Matos de OliveiraClaudinéia Aparecida Queli GeraldiSumaya Ferreira GuedesKethelin Cristine Laurindo de OliveiraRaquel Aparecida Loss
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2026-05-112026-05-11122101010.36725/agries.v12i2.11576DESEMPENHO DE SUBSTRATOS NA QUALIDADE DE MUDAS DE MARACUJÁ AZEDO (Passiflora edulis Sims)
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11497
<p>O presente trabalho avaliou a influência de diferentes composições de substratos na produção de mudas de maracujá azedo (Passiflora edulis Sims). O experimento foi conduzido entre setembro e novembro de 2024. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com três tratamentos e três repetições, sendo os dados submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância. Os substratos testados foram: (1) areia lavada, terra vegetal e esterco de cama de aviário curtido (35/35/30); (2) areia lavada, terra vegetal e esterco bovino curtido (35/35/30); e (3) areia lavada e terra vegetal (50/50). As sementes de maracujá foram semeadas em tubetes preenchidos com os substratos e irrigadas manualmente duas vezes ao dia. Os parâmetros avaliados incluíram a taxa de germinação aos 15 dias e características morfológicas das mudas aos 30 e 45 dias após a germinação (altura, diâmetro do caule, número de folhas e espessura da copa). Os resultados mostraram que o substrato com esterco de cama de aviário apresentou a maior taxa de germinação (83,33%) e os melhores indicadores morfológicos, com altura média de 46,25 cm e espessura da copa de 78,13 mm aos 45 dias. O substrato com esterco bovino apresentou desempenho intermediário, enquanto o substrato composto por areia lavada e terra vegetal apresentou os piores resultados, refletindo menor retenção de nutrientes e pH inadequado. Conclui-se que substratos ricos em matéria orgânica, como o esterco de cama de aviário, são mais eficientes na produção de mudas de qualidade, favorecendo o vigor inicial e o desenvolvimento uniforme das plântulas, sendo uma alternativa viável para sistemas de produção mais sustentáveis.</p>Luis Henrique de Oliveira RibeiroBruno Emanuel Souza CoelhoDébora Maria Ferreira Oliveira Canuto
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2026-05-112026-05-11122111110.36725/agries.v12i2.11497AVALIAÇÃO DO USO DE Azospirillum brasilense E ADUBAÇÃO NITROGENADA NO CAPIM Panicum maximum CV. MOMBAÇA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11524
<p>O manejo de pastagens e a pecuária de corte são estratégicos para a economia brasileira, contribuindo significativamente para a produção de carne bovina e geração de empregos. O Brasil destaca-se como o maior produtor mundial de carne bovina, com produção superior a 10 milhões de toneladas anuais. As pastagens exercem papel fundamental na conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, sendo imprescindível a adoção de práticas sustentáveis para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O nitrogênio (N) é nutriente essencial ao crescimento vegetal, promovendo incremento na produção de biomassa e melhoria da qualidade das forragens. Contudo, o uso intensivo de fertilizantes nitrogenados eleva custos e pode gerar impactos ambientais. Nesse contexto, o uso de Azospirillum brasilense surge como alternativa promissora, por sua capacidade de fixar N atmosférico e produzir fitormônios que estimulam o desenvolvimento radicular e vegetativo. O presente estudo objetivou avaliar massa fresca, massa seca e altura de plantas sob diferentes doses de adubação nitrogenada associadas ou não à inoculação com A. brasilense. O experimento foi conduzido em Diamantino–MT, utilizando doses de 0, 50, 100 e 150 kg ha⁻¹ de N, com e sem inoculação. Os resultados indicaram que a aplicação de 150 kg ha⁻¹ de N associada à inoculação promoveu aumento de 18% na produtividade em comparação ao tratamento sem a bactéria. Conclui-se que a associação entre adubação nitrogenada e Azospirillum é estratégia eficiente para incrementar a produtividade de pastagens cv. Mombaça.</p>Fernanda Lourenço DippleCarlos Daniel Antunes OsmariAna Cassia Silva PossamaiGabriela Maria FranzRivanildo DallacortMoisés Damasceno Souza
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2026-05-112026-05-111228810.36725/agries.v12i2.11524ENRAIZAMENTO DE ALECRIM: EFEITO DE ENRAIZADORES NATURAIS E DA POSIÇÃO DE ESTAQUEAMENTO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11217
<p>O alecrim (<em>Salvia rosmarinus</em>) é amplamente utilizado na culinária, na indústria cosmética e na medicina popular, sendo a produção de mudas dependente do adequado enraizamento de estacas. A busca por alternativas sustentáveis aos hormônios sintéticos tem incentivado o uso de enraizadores naturais, especialmente na agricultura familiar. Objetivou-se avaliar o efeito de diferentes enraizadores naturais e da posição de estaqueamento no enraizamento de estacas de alecrim sob condições de sol pleno no Tocantins. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, utilizando estacas apicais, medianas e basais submetidas aos tratamentos: água destilada, água de coco (50%), mel (3%), gel de <em>Aloe vera</em> (50%) e extrato de broto de lentilha (10%). Após 45 dias, avaliaram-se a sobrevivência das estacas e variáveis relacionadas à rizogênese. A formação radicular foi baixa e inconsistente entre os tratamentos, com elevada mortalidade das estacas, indicando ausência de efeito dos fatores avaliados nas condições estudadas, sendo o ambiente de sol pleno o principal fator limitante ao enraizamento. A água apresentou melhor desempenho relativo, enquanto estacas apicais mostraram maior sobrevivência. Conclui-se que, nas condições avaliadas, os enraizadores naturais não promoveram incremento na rizogênese, sendo recomendado o uso de ambientes protegidos para favorecer o enraizamento.</p>Kamilla ÁvilaKaren Dhanielle Barbosa BarrosGeovanna Teixeira OliveiraJuliana Maria de Paula
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2026-05-122026-05-121228810.36725/agries.v12i2.11217QUAL A EFICIÊNCIA DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS (Beauveria sp.) MULTIPLICADOS “ON FARM” NO CONTROLE DE NINFAS E ADULTOS DE Euschistus heros?
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11392
<p>O manejo de <em>Euschistus heros </em>(Hemiptera: Pentatomidae) pode ser realizado com o uso de inseticidas registrados, ainda assim, alguns problemas como surgimento de resistência do inseto a determinados grupos químicos podem acontecer, sendo importante a realização de estudos com tecnologias menos agressivas ao Meio Ambiente, auxiliando na rotação com outros produtos. Dentre as ferramentas disponíveis hoje para o manejo sustentável de pragas, estão os microrganismos entomopatogênicos, como os fungos. O objetivo do trabalho foi avaliar, em condições de laboratório, a eficiência de produtos à base de fungos, após multiplicação <em>on farm</em>. Para isto, o fungo foi multiplicado em Biorreator (T1), caixa d’água (T2) (simulando as condições dos produtores) e testemunha, sendo utilizado apenas água destilada. Quarenta e oito horas após a multiplicação, uma amostra foi enviada para contagem dos fungos em laboratório e, o produto foi utilizado para preparar as concentrações de uso no campo e aplicar sob o pronoto dos percevejos (ninfas e adultos). O delineamento foi inteiramente casualizado, com 3 tratamentos e 5 repetições. Em cada repetição haviam 5 indivíduos, totalizando 25 observações para cada tratamento. A mortalidade foi avaliada diariamente, sendo que os insetos mortos nos tratamentos 1 e 2, foram guardados em uma “câmara mortuária”, para observar a possível esporulação ou não do fungo. Os resultados foram analisados e houve uma superioridade na concentração do fungo multiplicado na caixa d’água em comparação ao biorreator, porém a mortalidade em ambos tratamentos não diferiu significativamente, exceto na segunda fase do experimento, cuja mortalidade foi maior no biorreator. Considerando estes resultados, tem-se um indicativo que os multiplicados <em>on farm</em> em caixa d'água, embora apresentando uma mortalidade inferior, mantém uma boa multiplicação do fungo, para fins de uso no campo.</p>Matheus Rodrigues Godoi da SilvaMaiara Calixto de AssisChayane Dias de LaraBruno Aparecido FronkThiago Martins dos SantosAdriane da Fonseca Duarte
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2026-05-122026-05-121229910.36725/agries.v12i2.11392ESTUDO ESTUDO DA CINÉTICA DE SECAGEM EM CAMADA DE ESPUMA DA POLPA DE SERIGUELA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11495
<p>O Brasil destaca-se como um dos maiores produtores mundiais de frutas, ocupando a terceira posição no ranking global, com produção anual estimada em aproximadamente 45 milhões de toneladas em 2025. A seriguela (<em>Spondias purpurea</em> L.), fruta tropical rica em nutrientes, possui alta perecibilidade. Para minimizar as perdas na colheita, a secagem em camada de espuma surge como alternativa de avaliar a cinética de secagem da polpa de seriguela utilizando os modelos matemáticos de Henderson e Pabis, Midilli e Kucuk e Page, além de possibilitar a análise das propriedades físico-químicas das polpas <em>in natura</em> e seca. A secagem foi realizada em estufa com circulação e renovação forçada de ar, nas temperaturas de 60, 70 e 80°C. O tempo de secagem diminuiu com o aumento da temperatura, sendo 250, 180 e 120 minutos, respectivamente. O modelo de Page apresentou os melhores ajustes (R² > 0,998), seguido por Midilli e Kucuk. Já o modelo de Henderson e Pabis não se ajustou adequadamente. O pH da polpa <em>in natura</em> e secas nas três temperaturas estudadas apresentaram uma pequena variação entre elas e a umidade final foi 15,66, 12,92 e 12,25% nas temperaturas de 60, 70 e 80°C, respectivamente. Os resultados obtidos demonstraram desempenho satisfatório, uma vez que foi possível identificar um modelo matemático capaz de descrever adequadamente o comportamento da secagem da polpa de seriguela. Conclui-se que o processo de secagem em camada de espuma apresenta eficiência na conservação da polpa, destacando-se o modelo de Page como o mais adequado para representar sua cinética de secagem.</p>Jhessica Eliziane Santos LichtnowClaudinéia Aparecida Queli GeraldiSumaya Ferreira GuedesRaquel Aparecida LossTulio KlassenAna Thayna Dutra
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2026-05-122026-05-12122141410.36725/agries.v12i2.11495TOLERÂNCIA INICIAL EM MPBs DA CANA-DE-AÇÚCAR ‘CTC4’ APÓS APLICAÇÃO DE HERBICIDAS EM PÓS-TRANSPLANTIO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11509
<p>Atualmente, o setor sucroalcooleiro tem se dedicado ao sistema de plantio por Mudas Pré-Brotadas (MPB) de cana-de-açúcar e um dos principais manejos da cultura é o controle químico de plantas daninhas. O presente estudo teve como objetivo avaliar a tolerância da cultivar de cana-de-açúcar CTC4 a seis tratamentos (clomazona, sulfentrazona, tebutiuron, clomazona + sulfentrazona, sulfentrazona + tebutiuron e a testemunha). O ensaio foi conduzido em vasos em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições. Os tratamentos foram aplicados na condição de pós-transplantio das MPBs. Foram avaliados sintomas de fitotoxicidade, número de perfilhos e altura em diferentes datas. Os herbicidas sulfentrazona e sulfentrazona + tebutiuron causaram fitotoxicidade na cultivar, porém aos 90 dias após a aplicação os sintomas não estavam mais presentes nas plantas. Houve redução pontual da altura aos 30 DAA com sulfentrazona, com recuperação nas avaliações subsequentes, e o número de perfilhos não foi afetado. Conclui-se que as MPB da cultivar CTC4 apresentam tolerância inicial aos herbicidas avaliados.</p>Anderson José RuizFabricio Simone ZeraMurilo Fuentes PellosoLeticia Serpa dos SantosThais Kalinke da SilvaBárbara Kaoane Morais de Souza Biazussi
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2026-05-122026-05-121229910.36725/agries.v12i2.11509ESTUDO DO LEVANTAMENTO FITOSSOCIOLÓGICO COMO FERRAMENTA PARA O MANEJO QUÍMICO NO CULTIVO DE MANDIOCA EM MUNDO NOVO – MS
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11541
<p>A produção de mandioca pode ser fortemente afetada pela ocorrência e competição das plantas daninhas, além de elevar os custos de produção e dificultar outras práticas de manejo. Desse modo, o objetivo do trabalho foi realizar um levantamento fitossociológico de plantas daninhas em uma área de cultivo de mandioca em Mundo Novo - MS, visando obter informações que possam auxiliar na elaboração de programas de manejo de plantas daninhas para a cultura da mandioca, com foco na otimização das estratégias de controle e no uso mais eficiente de herbicidas, além de reduzir os custos de produção. Para isso, realizou-se o levantamento fitossociológico das plantas daninhas presentes em uma área de produção de mandioca, por meio do método do quadrado inventário, sendo lançado 10 vezes de forma aleatória na área avaliada. As plantas daninhas contidas no interior do quadro foram identificadas e quantificadas por espécie, e determinada a massa seca. Os dados obtidos foram analisados de forma descritiva, e com os dados dos levantamentos foi obtido os parâmetros fitossociológicos (frequência relativa, densidade relativa, dominância relativa, e o índice de valor importância), além da massa seca. Posteriormente, o levantamento fitossociológico, foi realizado a elaboração de programas de manejo de plantas daninhas para a cultura da mandioca. Foram identificadas 12 espécies de 6 famílias, com predomínio de eudicotiledôneas. As espécies de maior destaque pelo índice de valor de importância foram <em>Ipomoea triloba</em>, <em>Tridax procumbens</em> e <em>Richardia brasiliensis</em>. A estratégia de manejo fundamenta-se no uso escalonado de herbicidas registrados para a cultura, iniciando com a dessecação no pré-plantio, seguida por aplicações em pré-emergência e pós-emergência (jato dirigido ou manual). Conclui-se que o levantamento fitossociológico identificou 12 espécies de plantas daninhas, com destaque para <em>I. triloba</em>, <em>T. procumbens</em> e <em>R. brasiliensis</em> devido ao elevado índice de valor de importância e potencial competitivo. A estratégia de manejo químico eficiente integra o diagnóstico fitossociológico ao uso de herbicidas registrados para a cultura.</p>Thais Kalinke da SilvaDiego Salgado PereiraKauan Ítalo KannoAdriane da Fonseca DuarteFabricio Simone Zera
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2026-05-122026-05-12122111110.36725/agries.v12i2.11541LEVANTAMENTO DE DADOS QUANTO AO USO DE AGROTÓXICOS PELOS AGRICULTORES FAMILIARES NO MUNICÍPIO JEQUITINHONHA-MG
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11536
<p>Agrotóxicos são substâncias químicas empregadas na agricultura com a finalidade de controlar pragas e organismos nocivos que podem afetar negativamente a produção agrícola. Contudo, o uso desses agentes não apenas resulta na poluição ambiental, mas também representa uma fonte significativa de desafios para a saúde pública, uma vez que, quando aplicados de maneira inadequada, podem impactar adversamente o meio ambiente e afetar a saúde tanto dos trabalhadores rurais quanto dos consumidores. Com base na identificação dos impactos adversos decorrentes de uma possível contaminação por agrotóxicos tanto para a saúde da população local quanto para o meio ambiente, este trabalho teve como objetivo realizar um levantamento de informações de agricultores familiares do Município de Jequitinhonha – MG, quanto ao uso de agrotóxicos. Para tanto, foi realizado um levantamento de 25 agricultores locais, abordando o nível de conhecimento e o grau de compreensão a respeito do conhecimento e uso da legislação, aplicação e descarte de agroquímicos. A análise dos resultados revelou que a maioria dos agricultores não faz uso de agroquímicos e possui um conhecimento insuficiente sobre essa temática. No entanto, entre aqueles que recorrem a esses produtos, a maioria utiliza equipamentos de proteção individual de forma parcial. Em relação ao armazenamento e descarte de agrotóxicos, grande parte dos agricultores indicou não seguir as práticas adequadas. Portanto, torna-se imperativo tomar medidas que visem esclarecer e conscientizar os agricultores. Isso inclui oferecer orientação e alertas à comunidade acerca dos iminentes riscos de toxicidade. Além disso, é necessário fornecer informações abrangentes sobre agroquímicos e promover o uso correto de defensivos agrícolas, conforme estabelecido pelas normas de biossegurança.</p>Raimundo Silvério Alves de Souza JúniorJosé Maria Gomes NevesVitor Pereira de SousaPaula Aparecida dos SantosLissandra Ruas LimaViviano Gomes de Oliveira Neves
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2026-05-122026-05-12122121210.36725/agries.v12i2.11536ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA CINÉTICA DE SECAGEM DA POLPA DE GRAVIOLA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11557
<p>A graviola (<em>Annona muricata</em> L.), pertencente à família Annonaceae, é amplamente cultivada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, sendo sua polpa utilizada na produção de sucos, sorvetes, geleias e doces. Este estudo teve como objetivo avaliar as propriedades físico-químicas da polpa de graviola submetida à secagem em camada de espuma, bem como identificar o modelo cinético mais adequado para descrever o processo de secagem. A polpa de graviola foi adquirida de produtores rurais (feirantes) no município de Nova Mutum - MT, homogeneizada em liquidificador (marca Britânia Diamante 800) e posteriormente misturada com emulsificante (Emustab), sendo submetida à agitação em batedeira (marca Arno Girando Chrome) até formação de espuma estável. As espumas foram distribuídas em placas de Petri e secas em estufa com circulação e renovação forçada de ar nas temperaturas de 60, 70 e 80 °C. Os resultados demonstraram que o aumento da temperatura de secagem promoveu redução do tempo de processo e do teor de umidade final. Os valores de pH variaram entre 3,53 e 3,76, enquanto a acidez apresentou pequenas variações com o aumento da temperatura. Entre os modelos avaliados, Page e Midilli e Kucuk apresentaram os melhores ajustes aos dados experimentais, ao contrário do modelo de Henderson e Pabis. A temperatura de 80 °C foi considerada mais eficiente, por reduzir o tempo de secagem sem comprometer as características físico-químicas da polpa. O modelo de Page destacou-se como o mais adequado para representar a cinética de secagem, apresentando o menor número de parâmetros, elevados coeficientes de determinação e menores erros médios em relação aos demais modelos analisados.</p>Ana Thayna DutraClaudineia Aparecida Queli GeraldiSumaya Ferreira GuedesRaquel Aparecida LossTulio KlassenJhessica Eliziane Santos Lichtnow
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2026-05-122026-05-121229910.36725/agries.v12i2.11557USO DE EXTRATOS DE PLANTAS NO CONTROLE DE Calobruchus maculatus EM SEMENTES DE FEIJÃO CAUPI
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11573
<p>O armazenamento do feijão-caupi (<em>Vigna unguiculata</em> L.) é severamente impactado pelo ataque do caruncho <em>Callosobruchus maculatus</em>, o que demanda a busca por métodos de controle sustentáveis. Embora muitos inseticidas sintéticos sejam utilizados, o uso de fitoprodutos surge como alternativa para reduzir a persistência de resíduos tóxicos e o desenvolvimento de resistência em insetos, além de ser mais uma medida de manejo integrado de pragas (MIP). Este trabalho avaliou a mortalidade e a oviposição de adultos de <em>C. maculatus</em> utilizando materiais vegetais de angico (<em>Anadenanthera colubrina</em>), barbatimão (<em>Stryphnodendron adstringens</em>), gergelim (<em>Sesamum indicum</em>) e mata-cachorro (<em>Simarouba versicolor</em>), aplicados na forma de pós (1 g / 6 g de sementes) e extratos hidroalcoólicos a 10% (1 mL / 6 g de sementes).Os resultados indicaram que todos os tratamentos promoveram alta mortalidade (acima de 90%), com destaque para o extrato hidroalcoólico de mata-cachorro, que atingiu 100% de eficácia. Quanto à oviposição, o extrato hidroalcoólico de barbatimão e os pós de angico e barbatimão foram os mais eficientes na redução da postura. Conclui-se que esses materiais possuem alto potencial bioinseticida para o Manejo Integrado de Pragas (MIP).</p>Maria Eduarda Coelho AmaralJosé Carlos DamianaThadeu Teixeira JúniorCibelle Christine Brito FerreiraEvelynne Urzêdo LeãoRoberta Zani da Silva
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2026-05-122026-05-121229910.36725/agries.v12i2.11573AVALIAÇÃO DAS VARIÁVEIS QUE INTERFEREM NA OBTENÇÃO DE EXTRATOS DE MICROVERDES DE RÚCULA SOB DIFERENTES ESPECTROS DE LUZ
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11567
<p>Objetivou-se avaliar a influência de diferentes espectros de luz sobre o desenvolvimento morfológico, produtivo e físico-químico de microverdes de rúcula, bem como identificar as variáveis do processo de extração assistida por ultrassom que interferem no teor de compostos fenólicos totais. Utilizou-se sementes de <em>Eruca sativa</em> Mill, cultivadas em bandejas sob tratamento controle, correspondente à luz branca sem filtragem espectral, além de filtros amarelo, verde e roxo. A colheita foi realizada aos sete dias após a semeadura. Avaliou-se o comprimento do hipocótilo, comprimento do cotilédone, altura da parte aérea, produtividade, massa fresca, massa seca, umidade e cinzas. Para a obtenção dos extratos, empregou-se planejamento fatorial fracionado 2<sup>4-1</sup>, com três pontos centrais, considerando-se tempo, amplitude do ultrassom, temperatura e volume de solvente. Os microverdes cultivados sob luz verde e roxa apresentaram os maiores valores para crescimento e produtividade, com destaque para o comprimento do hipocótilo sob luz verde (4,40 cm) e para a produtividade sob luz roxa (91,90 g m<sup>-</sup>²). Os maiores teores de umidade ocorreram sob luz roxa (95,15%). No planejamento fatorial, a temperatura foi o único fator significativo para a extração de fenólicos (p = 0,029), ao passo que a amplitude apresentou tendência de influência (p = 0,106), sem significância a 5%. Concluiu-se que a modulação espectral durante o cultivo alterou o desempenho agronômico e a composição da biomassa, enquanto a temperatura constituiu o principal fator operacional para maximizar a extração de compostos fenólicos.</p> Edevaldo Leal JúniorBeatrice Cristina de Lima Milla Hingred de Brito ParreãoMarcela Neira FerreiraEmilly Vitória Santos MeirelesRaquel Aparecida Loss
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2026-05-122026-05-121229910.36725/agries.v12i2.11567TOLERÂNCIA INICIAL DA CULTIVAR IACSP95-5000: I - HERBICIDAS EM PRÉ-PLANTIO SOB DISTINTAS TECNOLOGIAS DE CULTIVO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11585
<p>O sistema de mudas pré-brotadas (MPB) favorece o desenvolvimento do sistema radicular, podendo alterar a interação entre a planta e herbicidas e, consequentemente, a tolerância das cultivares. O objetivo deste estudo foi verificar a tolerância inicial da cultivar IACSP95-5000 em condições de plantio em tolete e diferentes sistemas de plantio de mudas pré-brotadas (MPBs) aos herbicidas aplicados no pré-plantio. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos inteiramente casualizados em esquema fatorial, com quatro repetições, onde foram testadas as tecnologias de plantio e a aplicação de herbicidas no pré-plantio. Os herbicidas foram aplicados 30 dias antes do plantio, e foram avaliados fitotoxicidade, o perfilhamento, a altura e a massa seca. A mistura pendimetalina+trifluralina causou maior injúrias, menor perfilhamento e menor altura. Conclui-se que a cana-de-açúcar IACSP95-5000 apresentou tolerância ao imazapir em seu desenvolvimento inicial, até 90 dias após o plantio, em todas as tecnologias de plantio testadas (tolete, MPB IAC, Plene PB e Plene Evolve), com aplicação realizada 30 dias antes do plantio.</p>Fabricio Simone ZeraSilvano BiancoCarlos Alberto Mathias AzaniaAna Regina SchiavettoAndréa Aparecida de Padua Mathias Azania
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2026-05-122026-05-12122121210.36725/agries.v12i2.11585TOLERÂNCIA INICIAL DA CULTIVAR IACSP95-5000: II - HERBICIDAS EM PÓS-PLANTIO SOB DISTINTAS TECNOLOGIAS DE CULTIVO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11594
<p>O Sistema de plantio cana-de-açúcar são baseadas no plantio convencional e de mudas pré-brotadas, fatores que podem interferir na seletividade dos herbicidas. O objetivo deste estudo foi verificar a tolerância inicial da cultivar ‘IACSP95-5000’ em condições de plantio em tolete e diferentes sistemas de plantio mudas pré-brotadas (MPB) à diferentes herbicidas aplicados no pós-plantio. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizado, em esquema fatorial, com quatro repetições. O fator A foi as tecnologias de plantio (tolete, MPB IAC, Plene® PB e Plene® Envolve) e o fator B os herbicidas (ametrina; isoxaflutole; ametrina+isoxaflutole; ametrina+clomazona; isoxaflutole+clomazona; ametrina+trifloxissulfuron-sódico, e uma testemunha). Os herbicidas foram aplicados após 20 dias dos plantios. Foram avaliados sintomas de fitotoxicidade, aos 60, 90 e 120 dias após aplicação, perfilhamento e altura das plantas aos 60 e 120 dias, e massa seca aos 120 dias. No início do desenvolvimento das mudas todos os tratamentos com herbicida causaram fitotoxicidade as plantas, mas com o crescimento e desenvolvimento das mudas os sintomas foram diminuindo, fato este observado também nos perfilhamentos e na altura. O isoxaflutole e a mistura de ametrina+ clomazona não foram seletivos para no desenvolvimento inicial da cultivar IACSP95-500 de cana-de-açúcar nas tecnologias de plantio (tolete, MPB IAC, Plene® PB e Plene® Envolve) quando aplicados em pós-plantio.</p>Fabricio Simone ZeraCarlos Alberto Mathias AzaniaSilvano BiancoAna Regina SchiavettoAndréa Aparecida de Padua Mathias Azania
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2026-05-122026-05-12122121210.36725/agries.v12i2.11594EVOLUÇÃO DA CULTURA DA MANDIOCA NO BRASIL, NO TOCANTINS E EM PARAÍSO DO TOCANTINS (2017–2024)
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11134
<p>A mandioca é uma das culturas agrícolas mais importantes do Brasil, com forte relevância socioeconômica, especialmente para a agricultura familiar. Sua ampla adaptação às condições edafoclimáticas do país garante sua presença em praticamente todas as regiões brasileiras, desempenhando papel essencial na segurança alimentar e na geração de renda. O estudo teve como objetivo analisar a evolução da cultura da mandioca no Brasil, no estado do Tocantins e no município de Paraíso do Tocantins, considerando as séries históricas de área plantada, área colhida, produção e produtividade entre 2017 e 2024. A pesquisa é de caráter descritivo e quantitativo, baseada em dados secundários obtidos em fontes oficiais, como o IBGE, CONAB e Agrolink. As informações foram organizadas e tratadas em planilhas eletrônicas, com elaboração de gráficos comparativos que evidenciaram a evolução da cultura em diferentes escalas geográficas. Os resultados apontaram redução da área colhida em nível nacional, associada à substituição por culturas mais rentáveis, como soja e milho. Apesar disso, houve aumento gradual da produtividade, impulsionado por avanços tecnológicos e melhoramento genético. No Tocantins, verificou-se estabilidade na produção e rendimentos acima da média nacional. Em Paraíso do Tocantins, manteve-se constância na área cultivada e variações moderadas na produtividade, influenciadas por fatores climáticos e tecnológicos. Conclui-se que a mandioca continua exercendo papel estratégico na economia e na sustentabilidade agrícola, sendo essencial para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar. O aprimoramento da assistência técnica e o incentivo a políticas públicas são fundamentais para o desenvolvimento sustentável e competitivo da cultura</p>Melissa Campos FigueiredoEliane Regina ArchangeloDiony Alves ReisStelamar do AmordivinoMaria Eduarda A. Fontes
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2026-05-122026-05-12122121210.36725/agries.v12i2.11134DESEMPENHO PÓS-COLHEITA DE FLORES COMESTÍVEIS SOB DIFERENTES CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11219
<p>O uso de flores comestíveis na gastronomia tem se ampliado, porém sua elevada perecibilidade exige estratégias de conservação pós-colheita que mantenham qualidade visual e segurança ao consumidor. Este trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho pós-colheita de diferentes espécies de flores comestíveis submetidas a distintas condições de armazenamento refrigerado. O experimento foi conduzido na UNITINS, com flores de Petúnia anã roxa e lilás (<em>Petúnia multiflora</em>), Cravina dobrada (<em>Cravína gaíety</em>), Chitinha branca e rosa (<em>Phlox drummond</em>) e Margarida tigre (<em>Caliopsis elegans bicolor</em>). As flores foram acondicionadas em embalagens tipo <em>clamshell</em> de polietileno e armazenadas a 5 ± 1 °C, em dois manejos: com papel toalha umedecido e sem papel. A qualidade visual foi avaliada diariamente por escala de notas de 5 a 1, definindo vida útil comercial (nota ≥ 3) e vida útil total (nota 1). A análise de variância indicou efeito significativo dos tratamentos e dos dias de armazenamento sobre a nota de qualidade, com forte influência da espécie e do microambiente criado pela embalagem. Em geral, o uso de papel, especialmente para Chitinha branca, Chitinha rosa e Margarida tigre, prolongou a vida útil comercial e total, enquanto algumas cultivares de petúnia foram mais sensíveis ao acúmulo de umidade. Conclui-se que a resposta das flores comestíveis às condições de armazenamento é espécie dependente e que estratégias simples e de baixo custo, como o uso adequado de papel e refrigeração leve, podem aumentar a durabilidade e favorecer a inserção desse produto em cadeias gastronômicas e na agricultura familiar.</p>Vanessa dos Santos SilvaJuliana Maria de PaulaGeovanna Teixeira Oliveira
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2026-05-122026-05-12122101010.36725/agries.v12i2.11219DESEMPENHO DO MILHO EM FUNÇÃO DO SOMBREAMENTO EM DIFERENTES ESTÁDIOS FENOLÓGICOS
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11395
<p>A cultura do milho apresenta elevada sensibilidade às variações de luminosidade durante seu desenvolvimento, especialmente nos estádios vegetativos iniciais. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho agronômico de plantas de milho em função do sombreamento em diferentes estádios fenológicos. A pesquisa foi conduzida em delineamento de blocos casualizados, com cinco tratamentos de sombreamento (sem sombreamento, sombreamento em V5-V6, V6-V7, V8-V9 e VT) e cinco repetições. Foram avaliadas: altura de planta, número de folhas, diâmetro do colmo, altura de inserção da espiga, massa seca da parte aérea e índice SPAD. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram que o fator sombreamento influenciou estatisticamente apenas a altura de planta (AP) e a massa seca da parte aérea (MSPA). A análise de médias revelou que o sombreamento entre V5 – V6 resultou na maior MSPA, sugerindo que o sombreamento moderado em estádios vegetativos iniciais pode favorecer o acúmulo de biomassa. Enquanto, o sombreamento no estádio VT resultou nas menores médias de AP e MSPA, afetando negativamente o acúmulo de biomassa e o crescimento das plantas de milho.</p>Maria Eduarda Coelho AmaralAlexandre Faria ResendeThadeu Teixeira JúniorCibelle Christine Brito FerreiraRoberta Zani da SilvaGentil Cavalheiro Adorian
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2026-05-122026-05-121227710.36725/agries.v12i2.11395EMERGÊNCIA DE Urochloa Brizantha CV. MARANDU E Megathyrsus Maximus CV. MOMBAÇA EM DOIS TIPOS DE SOLO SOB DIFERENTES MÉTODOS DE SEMEADURA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11432
<p>As pastagens constituem a base da alimentação de ruminantes no Brasil, sendo fundamentais para a produtividade e sustentabilidade dos sistemas pecuários. No entanto, ainda são limitados os estudos sobre a emergência de plântulas de forrageiras em diferentes condições de solo e métodos de semeadura. Objetivou-se avaliar a emergência de plântulas das forrageiras Marandu (<em>Urochloa brizantha</em> cv. Marandu) e Mombaça (<em>Megathyrsus maximus</em> cv. Mombaça) em Latossolo e Plintossolo, sob diferentes métodos de semeadura. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial, com quatro repetições. Foram avaliadas a emergência das plântulas e sua relação com o potencial das sementes. Não houve interação significativa entre os fatores estudados. Observou-se efeito significativo apenas para forrageira e método de semeadura. Não foram verificadas diferenças entre os tipos de solo. O Marandu apresentou maior emergência em comparação ao Mombaça. Métodos de semeadura com rastelagem e/ou compactação proporcionaram maiores taxas de emergência em relação à semeadura superficial, evidenciando a importância do adequado posicionamento das sementes para o estabelecimento inicial das forrageiras.</p>Geyza Amaral BatistaNatália Cristina LançaDára Beatriz Vieira de SousaKarolaynne Bevane Ribeiro da CruzClauber Rosanova
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2026-05-132026-05-131229910.36725/agries.v12i2.11432CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DA POLPA DE GOIABA (Psidium guajava) SUBMETIDA AO PROCESSO DE SECAGEM EM CAMADA DE ESPUMA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11561
<p>Este trabalho teve como objetivo avaliar a cinética de secagem da polpa de goiaba (<em>Psidium guajava</em>) e a influência da temperatura nas suas características físico-químicas por meio do método de secagem em camada de espuma. A polpa congelada foi misturada com 5% de emulsificante Emustab® e agitada até a formação de espuma homogênea. As curvas de secagem foram determinadas em estufa com circulação forçada de ar nas temperaturas de 50, 60 e 70 °C. Os dados experimentais foram ajustados usando os modelos semi-empíricos de Henderson e Pabis, Page e Midilli & Kucuk, sendo este último o que melhor descreveu o processo em todas as temperaturas. As análises físico-químicas incluíram pH, umidade, teor de cinzas e compostos fenólicos totais. O teor de umidade da polpa in natura, inicialmente em torno de 90%, foi reduzido para valores próximos a 20% após a secagem, independentemente da temperatura utilizada. O teor de cinzas apresentou aumento, refletindo a concentração de minerais, enquanto a acidez total titulável aumentou devido à concentração de ácidos orgânicos, com pH em torno de 4,0. Observou-se aumento progressivo do teor de compostos fenólicos totais com a elevação da temperatura, variando de 264,60 mg g<sup>-1</sup> a 50 °C para 332,12 mg g<sup>-1</sup> a 70 °C. Esse comportamento pode ser atribuído ao efeito da temperatura na desestruturação das paredes celulares e na solubilização de compostos fenólicos ligados à matriz vegetal, favorecendo sua liberação para o meio extrator. Conclui-se que a secagem em camada de espuma foi eficiente, recomendando-se a temperatura de 60 °C pelo equilíbrio entre eficiência de secagem e economia energética.</p>Thiago Flores Dias Milla Hingred de Brito ParreãoAna Flávia DionísioAna Lazara Matos de OliveiraKenia Cristine de Oliveira Feitosa Leão Raquel Aparecida Loss
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2026-05-132026-05-13122101010.36725/agries.v12i2.11561IMPACTO DA INTEGRIDADE DOS COTILÉDONES NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DA SOJA
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11445
<p>A soja destaca-se como uma das principais culturas do agronegócio brasileiro, desempenhando papel estratégico na produção de óleo, farelo e biocombustíveis. Nas fases iniciais de desenvolvimento, a planta depende fortemente dos cotilédones, responsáveis pelo fornecimento de reservas energéticas até o estabelecimento das primeiras folhas trifoliadas. Considerando a importância dessas estruturas, este estudo avaliou o efeito de diferentes níveis de danos cotiledonares sobre o desenvolvimento inicial da cultura. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com cinco níveis de danos (0, 25, 50, 75 e 100%) e seis repetições. As variáveis analisadas foram altura, número de nós, diâmetro do caule, teor de clorofila e massa seca da parte aérea. Houve diferenças significativas para altura, número de nós e diâmetro do caule, indicando que a remoção parcial ou total dos cotilédones compromete o crescimento vegetativo. Observou-se, ainda, efeito linear negativo sobre essas variáveis analisadas, incluindo o acúmulo de biomassa aérea. O teor de clorofila não apresentou diferenças estatísticas. Conclui-se que a integridade cotiledonar é determinante para o vigor inicial da soja, reforçando a necessidade de manejo que minimize danos durante a emergência.</p>Maria Eduarda Coelho AmaralJanaína Tavares AnklinNayra da Silva CostaEvelynne Urzêdo LeãoCibelle Christine Brito FerreiraGentil Cavalheiro Adorian
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2026-05-132026-05-131229910.36725/agries.v12i2.11445MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE O USO DE MICROVERDES NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS: UMA REVISÃO DE ESCOPO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11453
<p>O presente estudo teve como objetivo mapear e caracterizar a produção científica sobre o potencial funcional dos microverdes na prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, e identificar as lacunas de conhecimento (gaps) existentes na literatura. Foi conduzida uma Revisão de Escopo sistemática para mapear a evidência disponível. A questão de pesquisa foi estruturada no formato PCC (População, Conceito, Contexto): P (Microverdes), C (Composição bioativa e funcionalidade), C (Prevenção de DCNTs). A busca foi realizada em bases de dados eletrônicas (Web of Science, PubMed e Scopus). A análise bibliométrica, focada no mapeamento da produção científica, utilizou 42 artigos experimentais publicados entre 2013 e 2024, empregando a ferramenta "Bibliometrix" no software RStudio®. A análise bibliométrica revelou 42 artigos publicados por 266 autores, com crescimento acentuado a partir de 2019, atingindo um pico em 2024 com 16 publicações. Os microverdes apresentaram concentrações superiores de compostos bioativos, como flavonoides, carotenóides, vitaminas e glucosinolatos, em comparação às folhas maduras, desempenhando papéis essenciais na prevenção de DCNTs. Os microverdes são alimentos funcionais promissores com potencial significativo. Contudo, o mapeamento revelou uma lacuna substancial na literatura científica que demanda estudos mais aprofundados sobre os efeitos específicos desses alimentos na promoção da saúde e na prevenção de DCNTs.</p>Solange Xavier Da Silva BorgesKarlos Antonio Lisboa Ribeiro JúniorClaudinéia Aparecida Queli GeraldiSumaya Ferreira GuedesKethelin Cristine Laurindo de OliveiraRaquel Aparecida Loss
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2026-05-122026-05-12122161610.36725/agries.v12i2.11453RESPOSTA DA SOJA À APLICAÇÃO FOLIAR DE POTÁSSIO NO ESTÁDIO R3 EM CONDIÇÕES DE CAMPO
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11572
<p>O uso de fertilizantes foliares à base de potássio tem sido adotado como estratégia complementar de manejo nutricional na soja, embora a resposta da cultura varie conforme as condições de cultivo e a dose aplicada. Objetivou-se avaliar o efeito de diferentes doses de um fertilizante foliar à base de potássio, aplicado no estádio R3, sobre a massa seca da parte aérea e o peso de mil sementes da soja cultivar 75HO111 CI IPRO (APORÉ), em condições de campo. O experimento foi conduzido no município de Campo Verde, MT, no período de setembro de 2021 a janeiro de 2022, em delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos e cinco repetições. As doses avaliadas foram 0,0; 16,2; 24,3 e 32,4 g ha⁻¹ do produto, equivalentes a 0,000; 0,081; 0,122 e 0,162 g L⁻¹ da calda, considerando volume de pulverização de 200 L ha⁻¹. A aplicação foi realizada aos 47 dias após a emergência, no estádio R3. Avaliaram-se a massa seca da parte aérea, entre os estádios R5.5 e R6, e o peso de mil sementes na colheita. Os dados foram submetidos à análise de variância e, na ausência de efeito significativo, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A aplicação foliar não promoveu efeito significativo sobre as variáveis analisadas. O peso de mil sementes variou de 175,75 a 184,50 g, enquanto a massa seca da parte aérea oscilou de 1.470,70 a 1.634,72 g entre os tratamentos. Conclui-se que, nas condições edafoclimáticas do experimento, a aplicação foliar do fertilizante potássico no estádio R3 não alterou a massa seca da parte aérea nem o peso de mil sementes da soja.</p>Arthur Almenara RosendoMurilo Fuentes PellosoRafhael Felipin AzevedoValvenarg Pereira da SilvaJoari Costa de Arruda
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2026-05-112026-05-111228810.36725/agries.v12i2.11572EQUAÇÕES VOLUMÉTRICAS PARA UM PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL NO ACRE
https://revista.unitins.br/index.php/agri-environmental-sciences/article/view/11426
<p>Equações volumétricas específicas por área de manejo são legalmente exigidas nos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) na Amazônia, superando o fator de forma convencionalmente adotado. Este estudo objetivou ajustar modelos de simples e dupla entrada para estimar o volume individual de árvores comerciais em uma Unidade de Produção Anual em Bujari, Acre. Analisaram-se 1.722 árvores de 44 espécies. Doze modelos foram avaliados quanto a observações influentes (resíduos padronizados, matriz H, DFFITS e distância de Cook) e selecionados com base no erro padrão, coeficiente de determinação ajustado, resíduos e somas de quadrados. A melhor equação de simples entrada foi gerada pelo ajuste do modelo de Hohenadl e Krenm (V = - 0,971631 + 0,0334686∙DAP + 0,000310589∙DAP<sup>2</sup>) e a de dupla entrada, gerada pelo ajuste do modelo de Spurr (V = 0,446744 + 0,0000277045∙DAP<sup>2</sup>∙HC), sendo que a equação de dupla entrada produziu resultados superiores à de simples entrada.</p>Francisco Costa JuniorThelma Shirlen SoaresEdmilson Santos Cruz
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2026-05-122026-05-12122141410.36725/agries.v12i2.11426