DESENVOLVIMENTO FARMACOTÉCNICO E CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DE MATRIZES POLIMÉRICAS À BASE DE EXTRATO DE Morus nigra L. SOB DIFERENTES MÉTODOS DE EXTRAÇÃO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36725/agries.v12i3.12071

Palabras clave:

Amora-preta, biopolímeros, hidrocolóides, menopausa, fitoterapia

Resumen

O aproveitamento tecnológico de recursos botânicos para o desenvolvimento de bioprodutos representa uma área promissora na inovação farmacotécnica, impulsionando a valorização da biodiversidade. Nesse contexto, a folha de Morus nigra L. (amora-preta) destaca-se por seu amplo potencial bioativo, exigindo metodologias eficientes para sua incorporação em formas farmacêuticas sólidas. O presente estudo objetivou formular matrizes poliméricas mastigáveis (gomas) incorporando o extrato das folhas de M. nigra, devidamente catalogadas no Herbário do IFTO (voucher nº 912), avaliando rigorosamente o impacto de diferentes perfis de extração térmica nas características físicas, macroscópicas e dimensionais do produto final. A formulação base foi estruturada a partir da associação sinérgica de ágar-ágar e goma xantana. Os compostos ativos foram obtidos por extração contínua a quente e extração a frio, procedendo-se posteriormente à moldagem por dispersão térmica. O rigoroso controle de qualidade físico consistiu na análise dimensional com paquímetro analógico, aferição de peso médio individual e avaliação organoléptica. A análise estatística para comparação dos parâmetros físicos foi conduzida pelo teste t de Student. Os resultados indicaram que o método extrativo interferiu de forma altamente significativa na trabalhabilidade e no rendimento. O lote formulado com extrato a quente apresentou maior rendimento produtivo (20 unidades), excelente trabalhabilidade e matrizes compactadas com massa média de 2,54 g e espessura de 14,21 mm. Em contrapartida, a adição do extrato a frio gerou uma matriz com alta adesividade estrutural e rápida retração, resultando em menor rendimento (15 unidades), peso médio inferior (2,09 g) e formato significativamente mais espesso (17,53 mm) (p < 0,001). Conclui-se que o método de extração afeta diretamente o comportamento macroscópico dos biopolímeros, sendo a extração a quente superior por viabilizar tecnologicamente o desenvolvimento de um bioproduto estruturalmente estável e com dosagem padronizada.

Biografía del autor/a

  • Renatta Cardoso da Silva, Instituto Federal do Tocantins - IFTO

    Licenciada em Ciências Biológicas. Instituto Federal do Tocantins, Araguatins-TO;

  • Alice Maria Cardoso Silva, Instituto Federal do Tocantins - IFTO

    Bacharelanda em Engenharia Agronômica. Instituto Federal do Tocantins, Araguatins-TO

  • Katia Paulino de Sousa, Instituto Federal do Tocantins - IFTO

    Professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico do Instituto Federal do Tocantins, Araguatins-TO

  • Lunalva Aurélio Pedroso Sallet, UNITINS/ Professora

    Professora efetiva do curso de Medicina da Universidade Estadual do Tocantins, Augustinópolis-TO,

Publicado

2026-10-16

Cómo citar

DESENVOLVIMENTO FARMACOTÉCNICO E CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DE MATRIZES POLIMÉRICAS À BASE DE EXTRATO DE Morus nigra L. SOB DIFERENTES MÉTODOS DE EXTRAÇÃO. (2026). AGRI-ENVIRONMENTAL SCIENCES, 12(3), 11. https://doi.org/10.36725/agries.v12i3.12071